quinta-feira, 15 de março de 2012

Velejador foi parar na Delegacia

 
Delegado da Marinha chamou autor de artigo no Popa.com.br para depor e apresentar provas
Danilo Chagas Ribeiro
14 Mar 2012
A publicação de artigo informando sobre o Desleixo Público no Rio Guaíba acabou levando o autor à Delegacia da Capitania dos Portos em Porto Alegre, na sexta-feira passada, dia 09/03/12.

Resumo
Uma obra da Prefeitura de Porto Alegre formou morros submersos no Rio Guaíba, que são sérios obstáculos à navegação e tem causado acidentes. O Delegado da Marinha criticou artigo sobre esse fato, que foi publicado no Popa.com.br, alegando que a Marinha havia sido atingida, por ser responsável pelo tráfego aquaviário. Chamou o autor à Delegacia para prestar depoimento e a levar provas do que disse, causando repúdio no meio náutico. O local afetado pela obra tem tráfego de embarcações de recreio e é raia de Centro de Treinamento Olímpico. Diversas embarcações tem encalhado nos bancos de areia, e não há garantias de que os bancos serão removidos ou sinalizados. A sinalização está péssima ou ausente. O Delegado disse que vai abrir inquérito contra quem for reclamar de encalhe, por força da lei, e recomenda navegar por um estreito canal de navegação, o que é impraticável para embarcações à vela e para realizar regatas. Em entrevista ao jornal de maior circulação de Porto Alegre, o Delegado, fazendo referência ao problema, indaga: "Se você tem uma estrada pavimentada e uma estrada de chão batido e prefere ir pela de chão batido, você vai reclamar quando estraga o amortecedor em um buraco?". O Delegado não é a Marinha. Estamos pedindo socorro à Marinha.
 
Leia o artigo na íntegra clicando AQUI.

4 comentários:

  1. Boas! Infelizmente, o Delegado não é apenas a Marinha, é também o Estado. Essa atitude de intimidar é no mínimo inadequada e completamente anacrônica. Só faltou colocar o Danilo no helicóptero e desovar na marambaia... Ninguém e nenhuma instituição - inclusive a Marinha - está acima da Lei. Ultimamente, qualquer crítica aos podres constituídos da situação (e seus subordinados, como subordinadas ao Executivo são, sim, as Forças Armadas) é vista como um crime contra a organização do Estado. É lamentável, é preocupante e não podemos aceitar.

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  2. Tendo em vista a repercussao deste caso, talvez seja o momento de denunciar junto a MB as arbitrariedades desse cidadao engalonado de capitao.

    Fininho

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  3. A vantagem da gente envelhecer é que os amigos que fizemos jovens e eram guarda-marinhas na Escola Naval agora são almirantes (risos). Só que os que eu conheço são daqui do Rio. Será que os colegas da ABVC e do Altonar não conhecem oficiais de Marinha de alta patente no Rio Grande de Sul? Está na hora de por esse carro na linha porque um órgão de Marinha não pode ficar jogando o joguinho de civis e de políticos. Há leis a serem cumpridas e a prefeitura de POA não as está cumprindo. Nem, parece, a capitania local....

    De toda forma vou contactar meus amigos na Marinha. Quero instar os colegas dos grupos altomar e abvc a fazerem o mesmo.

    SDS

    Arnaldo

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  4. Sabem como o Delegado da Capitania de POA resolveu a situação dos assoreamentos? Proibiu a navegação na área!
    http://www.popa.com.br/_2012/CRONICAS/DMAE-PISA/DELEGACIA/area-interditada-pela-delegacia/index.htm
    Parece brincadeira, mas quando pessoas despreparadas recebem cargos importantes dá nisto.
    Mas depois de 12 anos ninguem mais se importa, a incompetência e arrogância venceu.
    Mario

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