quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Quem vai ao mar... Cedo ou tarde, acaba mareado.


Imagem catada na net

Enjôos
Ricardo Amatucci

"Quem é do mar não enjoa". Provavelmente você já ouviu ou ainda vai ouvir esta frase. Bobagem pura. Eu, a Diana e a Helena enjoamos. E somos do mar. Conheci muita gente que saía num mar horrível e lá, em baixo, comia o que aparecesse pela frente. De amendoim a feijoada ou os dois juntos, bebendo um copo de óleo diesel junto, e não enjoa. São raras mas existem. O que não é raro são pessoas que enjoam.

O que causa o enjoo é a dificuldade que o corpo tem de se adaptar ao balanço, devido ao constante movimento do sistema do nosso labirinto. Portanto o normal é enjoar, principalmente quando o mar está ruim e você acabou de subir a bordo. Alguns mais, outros menos.

Por relatos e experiência, quando você fica mais que dois ou três dias a bordo, a tendência é que o corpo vá se adaptando e o enjoo passa. Mas normalmente você não passa mais que dois dias a bordo sem descer, pelo menos nas pequenas travessias de um cruzeiro pela costa. É certo que  a tensão, a falta do que fazer, a ansiedade, o medo, ficar no interior do barco, em pé ou sentado, piorem o estado geral da pessoa. Por tudo isso, quando você pensar consigo "talvez eu vá enjoar se esse balanço continuar desse jeito", já era. É apenas uma questão de tempo para piorar um pouco. Por isso, a primeira medida é deitar. Se você perceber que enjoa fácil, existem basicamente três remédios que podem ser usados nesses casos. Cada organismo reage de uma maneira a essas substâncias. Uns podem provocar mais sono, outros podem dar dor no estômago. Ou você pode não sentir nada. As mais comuns são a Cinizarina (nome comercial Stugeron), o Dimenidrinato (Dramin, Dramamine) e a Meclizina (Meclin). Todos tem suas doses corretas, seus efeitos colaterais, e como medicamentos são perigosos - principalmente em casos de gravidez - se ingeridos sem ser ministrados por um médico. Por isso sugiro que procure um para aconselhá-lo(a) no uso e não se auto medique. Mas não deixe de velejar porque um dia enjoou na vida. A primeira vez que fui à Noronha, das 36 horas que a viagem durou, fiquei 34 enjoado. Mas digo: "valeu cada vomitada!"

O texto acima foi integralmente extraído do livro ao lado - Uma família pela Costa Sul - Relato e dicas para seu primeiro cruzeiro, do nosso amigo e velejador Ricardo Amatucci. Nós da Família Planeta Água, recomendamos a leitura deste belo trabalho que contém dicas e informações relevantes para aqueles que pretendem se lançar ao mar. Para saber mais e comprar os livros da Família Tangata Manu clique em:  http://tangatamanu.wordpress.com/

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