segunda-feira, 28 de junho de 2010

Exponautica 2010... Nós fomos conferir !

A Marina Pier 33 às margens do rio Biguaçu sediou pelo 2° ano a Exponautica.

Em sua segunda edição, muito maior do que a realizada no ano anterior, a Exponautica se firma como um dois mais destacados eventos do gênero no Sul do Brasil, projetando o nome de Biguaçu cidade da grande Florianópolis e Santa Catarina no mercado náutico nacional.

Cheguei em Garopaba, SC. na Sexta-feira passada eram 19:30h. já com os convites para a Exponautica em Biguaçu, em pouco tempo tudo estava combinado para na manhã seguinte irmos conferir a feira náutica. Sábado lá fomos nós para Biguaçu, eu e minhas parceiras Marta e Vitória.

Chegamos a feira por volta das 11:30h. e não demorou a encontrarmos conhecidos, o Márcio Lima e o Felipe ambos da Equinautic foram os primeiros, em seguida foi a vez do Beltrão comandante do veleiro Tinguá e por último os únicos representantes da vela na Exponautica, Marcio, Dani e Gabrielzinho do catamaran Bora-Bora, leia-se, Velejando com Deus - programa de assistência social que tem como objetivo, melhorar a qualidade de vida das comunidades carentes de difícil acesso levando: Amor, Carinho e Esperança. Saiba mais sobre este belo trabalho em http://www.velejandocomdeus.com/ Contato velejandocomdeus@hotmail.com Atenção senhores empresários, administradores e autoridades do poder executivo de nível municipal, estadual e federal este exemplo de projeto esta sem patrocínio... Vamos ajudar !!!

A feira foi realizada num espaço de 15 mil m² e teve também opções de gastronomia.

Como é costume neste tipo de feira, as lanchas foram os destaques, bem como, os fornecedores de componentes deste setor. Fico cada vez mais impressionado com o crescimento deste seguimento náutico! Encontramos apenas um veleirinho em exposição o Sailor, um 19 pés, na água mesmo, só o Bora-Bora.

As lanchas foram destaque na Exponautica.

Na água apenas o Bora-Bora representando o seguimento da vela.

Pra quem acompanha o trabalho do Marcio e da Dani, eles estão bem e pretendem ficar um ano na região de São Francisco do Sul e Baía da Babitonga levando o programa de assistência: Médica, Odontológia, Fisioterápica, Esportiva e Familiar às comunidades carentes.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A Praia De Lopes Mendes Com Lixo Não Combina !

Lixo demais na linda praia de Lopes Mendes na Ilha Grande
Recentemente voltamos a praia de Lopes Mendes, Ilha Grande, Angra dos Reis - RJ. Lopes Mendes não é considerada apenas a melhor praia da Ilha Grande, é também, uma das mais bonitas do Brasil. Caminhando nas suas areias branquinhas e fininhas, eu e a Almiranta ficamos assustados com a quantidade de lixo na areia. O lixo, esta espalhado por toda a extensão da praia, na faixa mais alta que a maré atinge, bem junto ao inicio da vegetação nativa. Havia de tudo, galões, baldes, televisão, garrafas plásticas, sacos de lixo... Sujeira demais. A falta de consciência dos usuários do mar é realmente algo lamentável.
Ficamos perplexos com o que vimos em Lopes Mendes
A grande quantidade de lixo na areia assusta

sexta-feira, 18 de junho de 2010

BALEIAS: PRESSÃO FINAL PARA O FIM DA CAÇA

Mesmo após a proibição, o Japão, Noruega e Islândia continuaram caçando baleias.

Dentro de uma semana a Comissão Baleeira Internacional (IWC), fará a votação final para uma proposta de legalizar a caça comercial de baleias pela primeira vez em uma geração.

O resultado depende de quais vozes serão ouvidas de forma mais clara nos momentos finais: o lobby pró-caça ou cidadãos do mundo?

Mais de 650.000 membros da Avaaz já assinaram a petição para proteger as baleias – é hora de conseguir 1 milhão! A equipe da Avaaz estará nas negociações da IWC no Marrocos semana que vem e conseguimos outdoors, anúncios de primeira página em jornais e um marcador gigante mostrando as assinaturas na petição. Tudo para garantir que os delegados, desde o momento em que descerem do avião até a hora da votação, vejam a nossa mensagem que o mundo não aceitará um massacre de baleias. Clique para assinar e depois encaminhe este email para todos:

CLIQUE AQUI E ASSINE A PETIÇÃO

Graças a um chamado global, muitos governos já se comprometeram a irem contra a proposta. Cada vez que a petição da Avaaz ganhou 100.000 nomes, ela foi enviada para a Comissão Baleeira Internacional e governos chave. Alguns, como a Nova Zelândia agradeceram todos nós que assinamos.

Mas a pressão do outro lado é incansável. Outros governos, especialmente na Europa e América Latina podem se abster... ou até mesmo apoiar a proposta. Portanto, o resultado da votação é ainda incerto.

Pressão popular é a nossa melhor chance. Afinal de contas, foi um movimento social global na década de 80 que conseguiu banir a pesca comercial de baleias que nós agora estamos tentando proteger. A Comissão Baleeira Internacional se reunirá no Marrocos a partir desta quinta-feira dia 17 e a votação será em menos de uma semana. Vamos garantir a presença das nossas vozes globais para recepcionar os delegados.

Depois que a proibição global foi imposta à caça comercial de baleias, o número de baleias mortas todo ano caiu de 38.000 para poucos milhares. Isto é apenas uma prova do poder da humanidade em seguir o caminho certo. Enquanto lidamos com outras crises atuais, vamos valorizar este legado de progresso – nos unindo agora para proteger nossos vizinhos majestosos e inteligentes neste frágil planeta.

Mesmo após a proibição, o Japão, Noruega e Islândia continuaram caçando baleias. Estes países estão pressionando o IWC para enfraquecer as restrições à caça. Aguardando a permissão para caçar ainda mais baleias, o Japão já está planejando comprar o maior navio baleeiro já visto.

Leia mais:

Três países querem "levar" baleias para a mesa e para o armário da farmácia: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1441992

Japão ameaça deixar Comissão Baleeira Internacional: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,japao-ameaca-deixar-comissao-baleeira-internacional,567025,0.htm

Ambientalistas pressionam Japão para não caçar baleias: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100617/not_imp567722,0.php

terça-feira, 15 de junho de 2010

De Volta a Ilha Grande e ao Saco do Céu

O Planeta Água em uma poita do Coqueiro Verde no Saco do Céu, Ilha Grande

Maio/2010 - Do Diário da Almiranta
É bom estar de volta a chamada Costa Verde do Rio de Janeiro, usufruir e se deliciar nas incríveis paisagens que a natureza aqui nos oferece. Descrevo aqui nosso dia-a-dia, compartilhando com vocês leitores do Blog, nossas aventuras e deleites no Saco do Céu.
15.05 - Chegamos ao Bracuhy por volta de 12:30h, almoçamos no Pier 33 e fomos para a "casinha flutuante". Claro... Como é de costume, alguma coisa não esta devidamente certa, desta vez foi a bomba que esgota a água do banho, a dita havia pifado. É incrível como é difícil chegar no barco e estar tudo certinho, tudo pronto para soltar as amarras! Mas, certamente isso também faz parte do descanso, treinar a paciência e tolerância! Providências tomadas, fomos dar uma caminhada e à noite jantamos no Estância Del Puerto.
16.05 - Caminhada pelo condôminio, café na padaria, e aquela passadinha básica no Empório para alugar "muuuitos" DVD's. O Capitão assistiu a Fórmula 1 e então decidimos soltar as amarras. Atracamos no Shopping Piratas, e lá mesmo compramos uma nova bomba, enquanto eu fui ao supermercado, o Capitão fez a substituição da bomba, tudo ok e funcionando. Rumamos para o nosso destino o "Saco do Céu", onde chegamos final de tarde.

Coqueiro Verde, Saco do Ceú

17.05 - Pela manhã, desembarcamos e pegamos uma trilha sem pretensão nenhuma, fomos indo, indo... Trilha perfeita, limpa e aberta, passamos por várias comunidades com muitas crianças e cachorros ao longo do caminho, chegamos até a praia de Fora, fotografamos e pegamos o caminho de volta. Embarcados novamente, preparei um super café enquanto o Capitão mergulhava naquelas águas cristalinas. Mais tarde, rolou o velho churrasquinho à bordo acompanhado daquela caipiroska e "algumas" cervejinhas.

Vila do Abraão, Ilha Grande

18.05 - Após o café, decidimos ir de barco até a Vila do Abraão, adoro esta vila, tem tudo que você precisa, pousadas excelentes, restaurantes, pequenos supermercados (onde repomos um pouco a despensa de bordo), padaria, operadoras de turismo com mergulho e diversas lojas com preços bem acessíveis, ambulância e até polícia motorizada. Cheguei até a visitar algumas pousadas, e encontrei preços bem razoáveis, penso em voltar numa outra ocasião, e ficar uns dois dias para caminhar e xeretar tudo. As pessoas aqui, são atenciosas e simpáticas, mostram-me tudo com maior boa vontade. Antes de pegarmos nosso bote, sentamos num bar na beira da praia para petiscar e bebericar alguma coisa, o Capitão com olhos fixos no Planeta Água, me disse: - Está acontecendo alguma coisa!
Sem pestanejar, ele pegou o bote e foi até o barco, chegando lá já havia um rapaz na proa do Planeta, ele tentava recolher nossa âncora!... Agora a contra-bordo do Planeta, havia também um pesqueiro, enfim, nossa âncora havia garrado (soltado). Este pessoal viu e prontamente foram prestar socorro. Depois de tudo resolvido e o Planeta preso a uma poita, o Capitão tomou uma cervejinha com o rapaz e gratificou o mesmo pela ajuda.
Depois disso e do nosso petisco, voltamos para o Saco do Céu. À tarde fizemos um mega lanche com as delícias que comprei na padaria do Abraão, que pasmem, não é qualquer padaria de cidade que tem tudo o que tem naquela, é show. Mais tarde o banho de mar do dia (ô vidinha difícil...), e à noite, o Capitão se puxou e lascou uma saborosa macarronada de atum com molho branco e vinho.

São muitas as trilhas na Ilha Grande

19.05 - Combinamos fazer a trilha até a praia da Feiticeira, durante o percurso, mais uma vez me impressionou a atenção que a Prefeitura de Angra tem com a Ilha, haviam vários homens limpando a trilha (em um relato anterior, já havia mencionado as Escolas, Postos de Saúde, etc... ), um exemplo de lugar e de pessoas. Bem, continuando a caminhada que já tinha mais de 1 hora, pedimos informação em uma pousada... Qual era o caminho para chegar na Feiticeira ? Fomos informados que mais 15 minutos estaríamos lá, caminhamos quinze, trinta, quarenta minutos e nada, até que sugeri que voltássemos. Resumo, a caminhada gerou uma piada... A de que o Capitão estava à procura da "Feiticeira" na companhia da "Tiazinha".
Depois de 2:45h. atrás da Feiticeira, estávamos de volta ao Coqueiro Verde, como recompensa pela aventura, pedimos uma capiroska de abacaxi; casquinha de siri e camarão como entrada; e o prato principal foi camarão à catupiry. Meu Deus, tudo que se experimenta do cardápio do Coqueiro é bom demais da conta. Mais do que satisfeitos, voltamos para o barco e iniciei a leitura do livro 11 Anos no Alasca, de Luciana Whitaker, me envolvi tanto com a leitura que quando vi já estava escurecendo, caímos no mar e começou a gastronomia de novo, fiz batidinha de côco, jantar, assistimos um filme e cama.

Cabana Caiçara no Saco do Funil, Ilha Grande

20.05 - Hoje o programa é pegar a trilha para o lado oposto... Chegamos até o Saco do Funil, e não tínhamos noção de distância até a próxima praia que seria Japariz. Resolvemos retornar, logo encontramos duas mulheres que disseram estar indo para o trabalho, perguntamos se estávamos longe e nos disseram que mais 5 minutos à frente, estaríamos na praia do Japariz (dessa vez foi verdade, estávamos bem pertinho, só que não sabíamos) seguimos com elas até Japariz. Quando se foram, o Capitão teceu o seguinte comentário: - E tem mulher que reclama da vida, aquelas fazem aquele caminho diariamente que não é curto e voltam à noite de lanterna para casa e tinham um ar sereno e tranquilo.
Essa é uma das muitas razões que explica o porque adoramos fazer essas trilhas, que além de ser um excelente exercício físico, aguça também nossos sentidos, ouvindo os pássaros, o barulho do mar ao longe, ou perto, o gosto da liberdade de ir e vir, a sensação de paz, a alegria, simpatia e arrisco a dizer a "felicidade" do povo, que olhando do mar, onde você só vê a exuberância da mata verde, não imagina que há dentro dela, várias comunidades, só mesmo percorrendo estas trilhas na mata.
Declaro aqui minha gratidão à Deus pela abundante natureza e ao meu marido que me proporciona esses momentos quase indescritíveis, o fantástico mesmo é poder vivenciá-los. No final de cada caminhada dessas, agradeço em silêncio profundamente por termos retornado sãos e salvos. Infelizmente, nós urbanos, temos muitos medos e ansiedades, pensando sempre no que possa acontecer ao longo do caminho. De volta ao barco, demos um mergulho, caipiroska e um mais churrasquinho especial de primeira. Tiramos um soninho à tarde, mais leitura e à noite pizza de sobra de churrasco.

Praia da Feiticeira, Ilha Grande

21.05 - Começamos nosso caminho de volta ao lar oficial, o Capitão estava aborrecido de ir embora e não conhecer a Feiticeira, então resolvemos visitá-la pelo mar , âncoramos, tomamos um café e embarcamos no bote para ir até a praia, fotografamos tudo, Feiticeira é uma prainha especial, muito charmosa. Dali rumamos para as Ilhas de Cataguás, além de toda a beleza que já tínhamos visto, para fechar com chave de ouro, conhecemos mais um pedacinho do Paraíso, um lugar encantador, de encher os olhos, água cristalina, excelente para banho, à meu ver, desse roteiro que fizemos a mais linda de todas, amei de verdade. De volta ao Bracuhy, começamos organizar as coisas para a viagem do dia seguinte em direção à Garopaba, que também é muito bom estar voltando para nossa filha, a qual agradeço por colaborar com nossa ida e estendo a minha sogra e cunhada por cuidarem com tanto carinho dela.

Ilhas Cataguás, Angra dos Reis

Até a próxima...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ressaca no mar revela ossadas de baleias em Garopaba, SC.

Ressaca em Garopaba revela cemitério de baleias
Texto e Fotos - Vitória Rech Maciel

Não precisamos nos estender muito em estudos e pesquisas para descobrir que, nossa bela Garopaba, num passado nem tão distante, já foi uma importante Armação de Baleias. Conta-se que em 1666, chegava a bela enseada, o primeiro grupo de imigrantes açorianos. Os imigrantes ali se estabeleceram, e formaram uma comunidade atraídos pela pesca da baleia. Caçaram baleias, e comercializaram seu óleo que era utilizado na iluminação pública, e como cimento que naquela época não existia. A "armação" da cidade de Garopaba foi fechada em 1801, porém a última baleia foi morta a bem pouco tempo, foi em 1972.

O biólogo Luiz Augusto Farnettani

No sábado passado dia 29, depois de vários dias de ressaca do mar, dezenas de ossadas de baleias Franca, deram na beira mar da praia central de Garopaba. O biológo Luiz Augusto Farnettani, explicou: -"A ressaca revolveu o fundo da baía e as ossadas acabaram sendo trazidas pelas fortes ondas até a beira da praia". Guto, como é conhecido na cidade, lamentou a falta de interesse das autoridades locais em recolher as ossadas. -"A ideia seria criar um espaço a céu aberto para que estas ossadas pudessem ser vistas por todos". Declarou Guto.

Você quer saber mais sobre a Baleia Franca, então Clique Projeto Baleia Franca

Vitória Rech Maciel