terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Velejada de Maceió à Recife - CICL 2010 - LIX

A velejada de Maceió à Recife

by Captain

Setembro 15 - Depois do través da Ponta Verde, Waypoint - 09° 40, 800' S 035° 38, 800' W, a velejada ficou um espetáculo. Vento ESE à SE, variando de 12 a 17 nós, pra tripulação do Planeta Água, um delicioso través meio arribado. De Maceió, capital das Alagoas, à cidade do Recife, capital de Pernambuco, são apenas 121 milhas náuticas. Nesta condição de mar e vento, vai ser uma barbada, nossa expectativa para esta perna é de realiza-lá em 21:00 horas.

Meu relógio, não marcava meio dia quando nos aproximamos da popa do Tangata Manu, Janjão, Ivani, Augustinho e Cris, fizeram a festa... Acenaram, gesticularam e até falaram algumas coisas que, confesso na maioria não entendi, apenas sorri e concordei... Tomara que não tenha sido nada que desabone a pessoa deste capitão! Cris, pendurada a BB do cockpit do Tangata, "retratava" a passagem do Planeta Água. A bordo do Planeta, não era diferente, eu e a Magda também fotografávamos o Tangata, enquanto isso, Ladislau levava o barco na mão. Passamos uma vez deixando o Aladin 30' por nosso BE, Ladislau arribou mais... E o Tangatinha nos passou novamente, mais de uma vez repetimos esta manobra, o resultado foram boas fotos e até vídeos dos dois barcos velejando.

O Paulão e seu Riacho Doce, ficaram pequeninos em nossa popa. Não demoramos a alcançar e passar por outros barcos, o Firulette, o Rebôjo, o Susurro e o Kon Tiki... Não necessariamente nesta ordem. Eram 13:30h quando resolvemos experimentar o gennaker ou assimétrico como vocês preferirem! Não tínhamos utilizado esta vela até aqui, na verdade, ela era um balão simétrico de reserva que mandamos transformar em um gennaker. Sabíamos que após a reciclagem, a vela não seria nenhuma Brastemp, era um aproveitamento, mas, acabou ficando boa! Por mais de uma hora, nos deliciamos velejando com o gennaker, até que... Tum, a adriça partiu, e lá fomos nós arrastando o gennaker pra ver se pegávamos algum peixe desavisado.

O Tangata Manu visto do Planeta Água.

Tudo novamente em ordem, o Planeta Água continuava andando muito bem mesmo sem o gennaker. Assim que o sol se despediu, começamos a rotina dos turnos. Magda, só pra variar, foi dispensada dos turnos. Já diz o chavão: em time que ta ganhando não se mexe, então, vamos de 02 horas pra cada um, "dinovo". Fazendo as contas, estava claro que chegaríamos cedo demais no Recife, não deu outra, mesmo reduzindo os panos, antes das 04:00h da manhã navegávamos no Canal Sul que da acesso a barra e ao porto de Recife. Apesar de navegarmos "frenando" o barco para chegar ao Recife com a luz do sol, levamos menos de 20 horas para fazer as 121 milhas náuticas desta perna.

Setembro 16 - Esperamos o dia amanhecer e satisfeitos navegamos até o PIC Pernambuco Iate Clube, prendemos o Planeta a uma poita e preparamos um merecido café da manhã. Enquanto descansávamos em frente ao PIC, liguei para o Emílio Russel, um grande amigo que fizemos na REFENO 2008. Emílio, vai fazer parte da tripulação do Planeta Água neste ano, pra vocês terem uma ideia, ele foi o único velejador a participar de todas as edições da REFENO, ou seja, 22 vezes. O combinado era eu ligar para ele assim que chegasse ao Recife, a ligação, pra nossa surpresa, foi o start para uma sequência de mimos e mordomias, que nos foram dispensadas durante nossa a estada no Cabanga Iate Clube de Pernambuco. Emílio, é sócio do Cabanga e comandante do veleiro Jangadeiro um Call 9.2', que foi posto em seco para que o Planeta fosse acomodado em seu box, esta foi apenas a primeira das muitas mordomias. Mais adiante eu revelo outras tantas.

Conseguimos fazer boas fotos na passagem pelo Aladin 30' Tangata Manu.

Ainda em frente ao PIC, aguardamos a maré encher um pouco mais e rumamos para o Cabanga. Às 09:30 já estávamos bem acomodados na piscina do Cabanga Iate Clube de Pernambuco, é claro, no box do Emílio. Fomos muito bem recebidos pelo Claúdio marinheiro que cuida do Jangadeiro, mais uma mordomia... Emílio, mais tarde nos disse que é Craúdio, e que o Craúdio, anda de bicicreta mascando chicrete sem bate nas preda.

Este é o Emílio... Que como ele também diz: Não é arroz nem é feijão, é É...Milio, (isto dito com aquele gostoso sotaque pernambucano).

Velejômetro - Até aqui navegamos aproximadamente 1.279 milhas náuticas desde Angra dos Reis, RJ.

Magda e eu, aproveitamos para clicar boas fotos do Tangata Manu.

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