terça-feira, 15 de junho de 2010

De Volta a Ilha Grande e ao Saco do Céu

O Planeta Água em uma poita do Coqueiro Verde no Saco do Céu, Ilha Grande

Maio/2010 - Do Diário da Almiranta
É bom estar de volta a chamada Costa Verde do Rio de Janeiro, usufruir e se deliciar nas incríveis paisagens que a natureza aqui nos oferece. Descrevo aqui nosso dia-a-dia, compartilhando com vocês leitores do Blog, nossas aventuras e deleites no Saco do Céu.
15.05 - Chegamos ao Bracuhy por volta de 12:30h, almoçamos no Pier 33 e fomos para a "casinha flutuante". Claro... Como é de costume, alguma coisa não esta devidamente certa, desta vez foi a bomba que esgota a água do banho, a dita havia pifado. É incrível como é difícil chegar no barco e estar tudo certinho, tudo pronto para soltar as amarras! Mas, certamente isso também faz parte do descanso, treinar a paciência e tolerância! Providências tomadas, fomos dar uma caminhada e à noite jantamos no Estância Del Puerto.
16.05 - Caminhada pelo condôminio, café na padaria, e aquela passadinha básica no Empório para alugar "muuuitos" DVD's. O Capitão assistiu a Fórmula 1 e então decidimos soltar as amarras. Atracamos no Shopping Piratas, e lá mesmo compramos uma nova bomba, enquanto eu fui ao supermercado, o Capitão fez a substituição da bomba, tudo ok e funcionando. Rumamos para o nosso destino o "Saco do Céu", onde chegamos final de tarde.

Coqueiro Verde, Saco do Ceú

17.05 - Pela manhã, desembarcamos e pegamos uma trilha sem pretensão nenhuma, fomos indo, indo... Trilha perfeita, limpa e aberta, passamos por várias comunidades com muitas crianças e cachorros ao longo do caminho, chegamos até a praia de Fora, fotografamos e pegamos o caminho de volta. Embarcados novamente, preparei um super café enquanto o Capitão mergulhava naquelas águas cristalinas. Mais tarde, rolou o velho churrasquinho à bordo acompanhado daquela caipiroska e "algumas" cervejinhas.

Vila do Abraão, Ilha Grande

18.05 - Após o café, decidimos ir de barco até a Vila do Abraão, adoro esta vila, tem tudo que você precisa, pousadas excelentes, restaurantes, pequenos supermercados (onde repomos um pouco a despensa de bordo), padaria, operadoras de turismo com mergulho e diversas lojas com preços bem acessíveis, ambulância e até polícia motorizada. Cheguei até a visitar algumas pousadas, e encontrei preços bem razoáveis, penso em voltar numa outra ocasião, e ficar uns dois dias para caminhar e xeretar tudo. As pessoas aqui, são atenciosas e simpáticas, mostram-me tudo com maior boa vontade. Antes de pegarmos nosso bote, sentamos num bar na beira da praia para petiscar e bebericar alguma coisa, o Capitão com olhos fixos no Planeta Água, me disse: - Está acontecendo alguma coisa!
Sem pestanejar, ele pegou o bote e foi até o barco, chegando lá já havia um rapaz na proa do Planeta, ele tentava recolher nossa âncora!... Agora a contra-bordo do Planeta, havia também um pesqueiro, enfim, nossa âncora havia garrado (soltado). Este pessoal viu e prontamente foram prestar socorro. Depois de tudo resolvido e o Planeta preso a uma poita, o Capitão tomou uma cervejinha com o rapaz e gratificou o mesmo pela ajuda.
Depois disso e do nosso petisco, voltamos para o Saco do Céu. À tarde fizemos um mega lanche com as delícias que comprei na padaria do Abraão, que pasmem, não é qualquer padaria de cidade que tem tudo o que tem naquela, é show. Mais tarde o banho de mar do dia (ô vidinha difícil...), e à noite, o Capitão se puxou e lascou uma saborosa macarronada de atum com molho branco e vinho.

São muitas as trilhas na Ilha Grande

19.05 - Combinamos fazer a trilha até a praia da Feiticeira, durante o percurso, mais uma vez me impressionou a atenção que a Prefeitura de Angra tem com a Ilha, haviam vários homens limpando a trilha (em um relato anterior, já havia mencionado as Escolas, Postos de Saúde, etc... ), um exemplo de lugar e de pessoas. Bem, continuando a caminhada que já tinha mais de 1 hora, pedimos informação em uma pousada... Qual era o caminho para chegar na Feiticeira ? Fomos informados que mais 15 minutos estaríamos lá, caminhamos quinze, trinta, quarenta minutos e nada, até que sugeri que voltássemos. Resumo, a caminhada gerou uma piada... A de que o Capitão estava à procura da "Feiticeira" na companhia da "Tiazinha".
Depois de 2:45h. atrás da Feiticeira, estávamos de volta ao Coqueiro Verde, como recompensa pela aventura, pedimos uma capiroska de abacaxi; casquinha de siri e camarão como entrada; e o prato principal foi camarão à catupiry. Meu Deus, tudo que se experimenta do cardápio do Coqueiro é bom demais da conta. Mais do que satisfeitos, voltamos para o barco e iniciei a leitura do livro 11 Anos no Alasca, de Luciana Whitaker, me envolvi tanto com a leitura que quando vi já estava escurecendo, caímos no mar e começou a gastronomia de novo, fiz batidinha de côco, jantar, assistimos um filme e cama.

Cabana Caiçara no Saco do Funil, Ilha Grande

20.05 - Hoje o programa é pegar a trilha para o lado oposto... Chegamos até o Saco do Funil, e não tínhamos noção de distância até a próxima praia que seria Japariz. Resolvemos retornar, logo encontramos duas mulheres que disseram estar indo para o trabalho, perguntamos se estávamos longe e nos disseram que mais 5 minutos à frente, estaríamos na praia do Japariz (dessa vez foi verdade, estávamos bem pertinho, só que não sabíamos) seguimos com elas até Japariz. Quando se foram, o Capitão teceu o seguinte comentário: - E tem mulher que reclama da vida, aquelas fazem aquele caminho diariamente que não é curto e voltam à noite de lanterna para casa e tinham um ar sereno e tranquilo.
Essa é uma das muitas razões que explica o porque adoramos fazer essas trilhas, que além de ser um excelente exercício físico, aguça também nossos sentidos, ouvindo os pássaros, o barulho do mar ao longe, ou perto, o gosto da liberdade de ir e vir, a sensação de paz, a alegria, simpatia e arrisco a dizer a "felicidade" do povo, que olhando do mar, onde você só vê a exuberância da mata verde, não imagina que há dentro dela, várias comunidades, só mesmo percorrendo estas trilhas na mata.
Declaro aqui minha gratidão à Deus pela abundante natureza e ao meu marido que me proporciona esses momentos quase indescritíveis, o fantástico mesmo é poder vivenciá-los. No final de cada caminhada dessas, agradeço em silêncio profundamente por termos retornado sãos e salvos. Infelizmente, nós urbanos, temos muitos medos e ansiedades, pensando sempre no que possa acontecer ao longo do caminho. De volta ao barco, demos um mergulho, caipiroska e um mais churrasquinho especial de primeira. Tiramos um soninho à tarde, mais leitura e à noite pizza de sobra de churrasco.

Praia da Feiticeira, Ilha Grande

21.05 - Começamos nosso caminho de volta ao lar oficial, o Capitão estava aborrecido de ir embora e não conhecer a Feiticeira, então resolvemos visitá-la pelo mar , âncoramos, tomamos um café e embarcamos no bote para ir até a praia, fotografamos tudo, Feiticeira é uma prainha especial, muito charmosa. Dali rumamos para as Ilhas de Cataguás, além de toda a beleza que já tínhamos visto, para fechar com chave de ouro, conhecemos mais um pedacinho do Paraíso, um lugar encantador, de encher os olhos, água cristalina, excelente para banho, à meu ver, desse roteiro que fizemos a mais linda de todas, amei de verdade. De volta ao Bracuhy, começamos organizar as coisas para a viagem do dia seguinte em direção à Garopaba, que também é muito bom estar voltando para nossa filha, a qual agradeço por colaborar com nossa ida e estendo a minha sogra e cunhada por cuidarem com tanto carinho dela.

Ilhas Cataguás, Angra dos Reis

Até a próxima...

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