quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Fim do mistério! "Nosso barco é nossa casa, é tudo o que temos", diz proprietária de veleiro roubado encontrado no Maranhão

Família Monnerat, o casal e os três filhos estão bem.

A família Monnerat, proprietária do veleiro de bandeira suíça que havia sido roubado em Cabo Verde e encalhou no último domingo no município de Tutoia, a 455 km de São Luís, no Maranhão, recebeu nesta quarta-feira a notícia que a embarcação foi encontrada na costa brasileira. O barco foi roubado por piratas africanos na Marina de Mindelo, na costa de Cabo Verde, durante uma viagem que a família fazia ao redor do mundo. Cinco africanos acusados do crime, entre ganenses e cabo-verdianos, foram presos em Tutoia, no Maranhão, e em Parnaíba, no Piauí, pela Polícia Federal.

Participavam da expedição o velejador Pierre Monnerat, a mulher dele, a norte-americana Sthépanie Nelly Joho Monnerat, e os três filhos do casal: Quentin, Marie e Théa. O objetivo da viagem, segundo o blog da família, era mostrar o mundo para os filhos. Segundo Sthépanie, a viagem já dura um ano e meio.

- Nosso barco é a nossa casa, é tudo o que temos - desabafou.

De acordo com a norte-americana, Pierre deve viajar em breve para o Brasil para buscar o veleiro.

- O mais importante de tudo é que estamos salvos, agora na Suíça - diz a proprietária da embarcação ao comentar o roubo, que ocorreu entre os dias 12 e 13 de janeiro.

Quando questionada sobre o futuro da expedição, Sthépanie diz que a família Monnerat 'está ansiosa para visitar o Brasil'.

No Brasil, inicialmente, os africanos presos eram suspeitos de pirataria e suposta participação no desaparecimento da família proprietária do veleiro. Mas foram considerados pela Polícia Federal do Maranhão estrangeiros com visto irregular. O grupo despertou suspeitas quando os ganenses estavam trocando 1.700 euros em uma agência do Banco do Brasil (BB) em Tutoia.

Fonte O Globo - Colaboração Ademir "Gigante" de Miranda (Veleiro Entre Pólos)

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