sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Barcos tem alma... Brasil 1 - Torben Grael

"Olhando para a embarcação azul e amarela que repousava tranquilamente nas água do rio Gota, conversei mentalmente com nosso veleiro. Aquele barco tinha alma. Não fosse pelos patrocinadores, os construtores, o Alan e o Enio Ribeiro, ele certamente não existiria. Mas, não fosse ele um ser especial em si mesmo, provavelmente não estaríamos ali. O Brasil 1, o nosso companheiro de aventuras, a nossa nave de humor doce e caráter firme, era mais um amigo que deixaria saudades. Seu ventre acolhedor, sua força protetora e a enorme generosidade de nos conduzir pelo planeta não seriam esquecidos"

Ao meu barco, ao nosso barco, o Brasil 1, eu rendo todas as homenagens possíveis. Foi ele, nosso castelo nas batalhas oceânicas, que nos trouxe de volta à paz de nossas vidas. Ao Brasil 1 eu dedico cada linha desta aventura."

Torben Grael

Do livro - Lobos do Mar, Os brasileiros na regata de volta ao mundo - Pág. 268

32ª Semana de Vela de Ilhabela, Equipes Brasil 1 e Mutley

Em 2005 durante a 32ª Semana de Vela de Ilhabela, eu e minha tripulação tivemos a honra e a felicidade de confraternizar com Torben e equipe a bordo do Brasil 1 (foto acima).

Um dos destaques da Volvo Ocean Race 2006, o Brasil 1 terminou a regata em cima do pódio, 3º lugar geral. Para chegar lá, o barco de 70 pés e 15 toneladas teve de enfrentar de calmarias (para um veleiro, uma mar sem vento pode ser tão ruim quanto uma tempestade) a intempéries. Por causa das águas revoltas de vários trechos, as sete modernas embarcações que disputaram o primeiro lugar sofreram danos sérios. Partes importantes dos barcos foram parar no fundo do oceano. Um dos veleiros chegou a afundar. Outra viu um de seus tripulantes ter um destino trágico.

"O projeto do Brasil 1 nasceu de uma mistura de audácia e "semi-irresponsabilidade". Quando, pela primeira vez, fechamos os custos totais do projeto, sabíamos o tamanho do desafio. Com todos os cortes e otimizações, o orçamento ficou próximo dos US$ 16 milhões. Quase metade do que os times mais ricos investiriam..." Torben Grael

Por tudo isso, a vitória em uma das etapas e o 3º lugar geral... Vieram coroar com êxito o projeto Brasil 1. Durante nove meses e 31250 milhas náuticas, o Brasil 1 e sua tripulação levaram nossa bandeira ao redor do mundo, deixando orgulhosos todos os brasileiros que amam este esporte.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

"AMIGO É COISA PRÁ SE GUARDAR..."

  • Arranje tempo para ser amigo
  • É a estrada para a felicidade.
  • Arranje tempo para sonhar
  • É seu vagão a uma estrela engatar...
  • Arranje tempo para amar e ser amado
  • É o privilégio dos deuses.
  • Arranje tempo para olhar ao redor
  • O dia é muito curto para ser egoísta.
  • Arranje tempo para rir
  • É a música da alma.
  • (Antiga oração inglesa)

No mês de Julho passado, recebemos a primeira visita "oficial" a bordo do novo Planeta Água - Delta 36'. Nossos visitantes foram, Egle Setti e Ivan Perdigão. O casal do "tempo" no CCL 2009, começou a velejar em 1982 quando adquiriram seu primeiro barco, um Pomar 18. Desde 1992 navegam um Samoa 29, o TAAI-FUNG II, projetado por Roberto Barros (o Cabinho) e construído por eles no Sindicato Ajuricaba. O barco já fez 4 viagens ao Nordeste para participar da Refeno e duas viagens ao Sul. Entre Agosto e Dezembro de 2008, eles passaram 5 meses navegando a costa brasileira do Rio a Recife a bordo do veleiro Aya. De volta a Porto Marina Bracuhy em Angra dos Reis, eles passaram a morar a bordo do Taai Fung II.

Foi um encontro muito agradável, a chuva não impediu que Ivan e Egle pedalando suas bikes, chegassem até o pier onde esta o Planeta Água. A conversa rolou solta em meio aos "petiscos" preparados pela Almiranta. Entre histórias, estórias e causos... Vez por outra, tínhamos que molhar as palavras com "uns" bons vinhos. Velejamos muito aquela noite, as cruzetas em mais de uma oportunidade tocaram a água. Mesmo ali bem presos ao pier, acabamos ficando molhados e salgados, pois, foram milhares de milhas que velejamos naquela chuvosa noite de Julho.

Estrelas do Mar - Você sabia que ???

Muitas estrelas do mar têm um extraordinário método de alimentação: depois de abrir um mexilhão, ostra ou vieira ela expele o estômago pela boca e o projeta para dentro da concha da vítima e começa a digeri-la com as enzimas do seu intestino. Quando a iguaria está quase digerida, minúsculos pêlos na superfície do estômago criam uma corrente que transpõe o resto do corpo do molusco para o interior da estrela do mar, onde a digestão é completada.

sábado, 19 de setembro de 2009

Veleiro Piatã nas Islas de Aves e Bonaire.

O veleiro Piatã já esta em Bonaire - colagem abaixo. Mas, antes de chegar ao paraíso mundial do mergulho, o comandante Hamilton e sua tripulação passaram pelas Islas de Aves, Venezuela. "Estas ilhas, estão localizadas a 70 milhas ao norte de Caracas, capital Venezuelana. Um lugar de águas rasas onde temos que navegar somente durante o dia, utilizando a luz do sol que nos mostra a profundidade através da mudança de cor da água, assim conseguimos navegar em meio aos corais" - Nos informa Cacau.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Aventuras do Planeta Água

Esta semana o site popa.com.br publicou... Um capítulo especial da nossa velejada de Porto Alegre - RS. à Vitória - ES., em um 26 pés com motor de popa 8Hp. Leia mais sobre esta bela narrativa, clicando A Q U I .

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Notícias do Veleiro Piatã.

O veleiro Piatã do comandante Hamilton Grassi, navega tranquilo pelas "Islas e Cayos" caribenhos. Hamilton tem na tripulação, sua esposa Vera e, o comandante gaúcho "Cacau" Antonio Carlos Ribeiro. De acordo com Cacau, o Piatã se comporta bem e, hoje 10/09 eles estão suspendendo rumo as Islas Las Aves, distante 70 milhas náuticas das águas do Parque Nacional Morrocoy onde estavam até hoje. Las Aves é um arquipélago que fica a 15 milhas a Oeste de Los Roques e 45 milhas de Bonaire paraíso mundial do mergulho.

E nóis aqui!!!!

Mais sobre as aventuras do Piatã aqui e ali.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Uma vez no mar, "quase" tudo pode acontecer!!

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Vídeo cassetada no mar. Sem comentários... Demais!!

Colaboração: Bene - Vel. Mangalarga (ABVC) Guarujá - SP.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Mais de 10.000 tripulantes...

Na semana passada, atingimos a marca de 10.000 tripulantes. A todos os "tripulas" que embarcaram em nossas aventuras, andanças e projetos... Nosso, muito obrigado!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Saco do Céu... Ilha Grande, Angra dos Reis, RJ. Brasil - Nós já fomos!

Saco do Céu, Ilha Grande. Imagem via webventure

Foi em Julho/09... Nossa filha e proeira Vitória, foi trocar umas ideias com o Mickey em Orlando, então, eu e a "Almiranta" fugimos para Angra dos Reis. Ficamos alguns dias pela marina, tempo necessário para compras, entre elas uma bateria para o arranque de nosso motor. Nestes dias também reencontramos alguns amigos, participamos de algumas farras etílico-gastrônomicas, e com a consciência e outras "coisas" pesadas, fizemos várias caminhadas em torno do condomínio Bracuhy. Para aliviar o peso da consciência é claro!

Em uma Quarta-feira qualquer, resolvemos sair. O "clima" (leia-se meteorologia, pois, o outro tava que tava...Bom demais!), não estava confiável, nos últimos dias a chuva deu as caras em todos. Mesmo assim, fomos para o Saco do Céu na Ilha Grande. Nós e nosso elegante "Emoções", futuro Planeta Água...

Saco do Céu, verde abundante em vários tons... entre mar e montanhas.

Era a terceira vez que eu entrava naquela baía mágica, já para a "Almiranta" tudo era novo. Estávamos ali, no Saco do Céu, posição S 23°06,299' W 044°12,552' seguros em uma poita do Coqueiro Verde, agora, contemplávamos o verde abundante em vários tons mesclados entre mar e montanha.

Aquele churrasquinho que não pode faltar! Um long drink; um cheiro na "Almiranta" e preguiçosamente o sol se foi escondendo por trás das montanhas. Nosso veleiro, alheio a tudo repousava tranquilo na água cor de esmeralda. No Saco do Céu, o mar é tão calmo que, à noite, o mar reflete as estrelas do céu, feito um espelho. Daí, aliás, o nome deste maravilhoso lugar.

Pela manhã, baixamos o bote e fomos para terra. A "Almiranta" estava em êxtase, pois, o Saco do Céu, como ela mesmo disse: "É um cartão postal, um lugar lindo de viver". - E não de morrer, como diz o jargão popular.

A bela estrutura do Coqueiro Verde.

Passeamos pela área do Coqueiro Verde que, nos surpreendeu com sua ótima estrutura. Aqui, você chega e é muito bem recebido por funcionários simpáticos e prestativos que, vem ao encontro das embarcações para auxiliar na manobra com as poitas. Temos a disposição, cais para embarque e desembarque, água, botes de apoio, dezenas de poitas, pousada, loja de artesanato e é claro um restaurante muito bom. Mas, muito bom mesmo!

Comunidade caiçara no Saco do Céu.

Caminhamos em meio a trilhas bem marcadas, para um lado e para o outro... Ficamos surpresos e felizes em constatar que, mesmo ali naquele canto isolado do mundo as comunidades caiçaras tem a disposição posto de saúde e uma bela escola. Enfim, o Saco do Céu além de paradisíaco, possui uma estrura básica que atende seus moradores.

A chuva... Ah a chuva! Teimou em aparecer mais uma vez. Almoçamos no Coqueiro Verde... Um risoto de camarão daqueles de comer ajoelhado. Nosso plano era não ter planos, queríamos apenas curtir aquela paz.

Nossa casa, quase "imóvel" no Saco do Céu.

De volta ao barco, fomos tomados por aquela sensação de permanente preguiça. Se fosse para dar outro nome ao Saco do Céu, com certeza seria algo como o "Cantinho dos Come-Dorme" E, se você quiser saber por quê, basta dar uma navegadinha até aqui. Porém, muito cuidado, você não vai ter vontade de ir embora.

Se você quer ver mais FOTOS...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Velejadora tetraplégica dá volta na Grã-Bretanha.

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Uma velejadora tetraplégica se tornou a primeira a dar a volta na Grã-Bretanha sozinha.

Hilary Lister, de 37 anos, realizou a façanha em um barco especialmente adaptado, que ela opera com a boca, assoprando e aspirando em três canudos.

A velejadora foi aplaudida ao chegar de volta ao porto de Dover, no sudeste da Inglaterra. Ela se disse feliz por chegar em casa depois da viagem, mas afirmou estar pronta para o próximo desafio.

Lister contou com a ajuda de um barco de apoio durante o trajeto. Os integrantes de sua equipe vinham ao seu barco para içar e baixar as velas, além de trazerem alimentos e remédios para a velejadora.

Problemas

Hilary Lister enfrentou diversos problemas nesta jornada. O esforço começou em Maio deste ano, mas teve de ser interrompido um mês depois, quando ela foi resgatada do mar agitado de Pembrokeshire e precisou de tratamento hospitalar.

A velejadora também teve de abandonar uma viagem parecida no ano passado, depois de ser afetada pelo mau tempo, além de problemas técnicos e integrantes da equipe machucados.

“Tudo o que deu errado, Hilary conseguiu superar e transformar em algo verdadeiramente inspirador. Estamos todos muito orgulhosos dela”, disse o porta-voz de Hilary, Paul Taroni.

Lister comandava o barco assoprando e aspirando por três canudos.

Baleias

Lister diz que o ponto alto da viagem foi ter visto a vida marinha tão de perto.

“Ver baleias de 10 metros de comprimento saindo de dentro da água foi incrível. Duas delas pulavam como golfinhos, foi maravilhoso”, disse ela.

Hilary Lister ficou tetraplégica por causa de uma doença degenerativa e lutou contra o problema por mais da metade da sua vida. Formada em bioquímica pela Universidade de Oxford, ela diz ter ganhado nova vontade de viver depois que começou a velejar em 2003.

Apenas dois anos depois, ela se tornou a primeira tetraplégica a cruzar o Canal da Mancha sozinha em um barco à vela.

Com a última façanha, Lister conseguiu arrecadar mais de 30 mil libras, o equivalente a R$ 90 mil, para sua instituição de caridade, Hilary’s Dream Trust, que oferece ajuda a deficientes físicos de origem humilde que querem velejar.

Fonte BBC

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Você sabe como "nasceu" o Barômetro?

Barômetro analógico náutico.

No ano de 1640, o Grão Duque de Toscana ao decidir enfeitar seus jardins com lagos e espelhos d'água encontrou um lençol de água a 15 metros de profundidade. Uma bomba aspirante ao ser colocada fazia com que a água subisse só até 10,30 metros.

Após consultar Galileu que declarou que uma coluna de água, quando atinge certa altura, acaba por quebrar-se, Galileu encarregou seu discípulo Evangelista Torricelli de resolver o problema.

Torricelli suspeitando que era a pressão atmosférica que impedia que a água subisse, fez a experiência utilizando mercúrio líquido de densidade 14 vezes superior e que portanto, deveria subir 14 vezes menos do que a água.

Encheu com mercúrio um tubo de vidro de 1 metro, fechado em uma extremidade. Tampou com o polegar a outra extremidade do tubo e inverteu o tubo num recipiente com mercúrio. Quando retirou o polegar, verificou que o mercúrio descia no tubo até certa altura e depois não baixava mais. Tinha parado na altura de 70 cms. como Torricelli havia previsto.

Nascia neste momento, o primeiro barômetro.