terça-feira, 11 de agosto de 2009

Costa gaúcha...Reispeito e Muita Cautela.

Veleiro vítima da traiçoeira e temida costa gaúcha.

Uma costa que se deve respeitar. A costa do litoral gaúcho tem muitas histórias de naufrágios e de sérias dificuldades sofridas pelos navegantes. A bem da verdade, a grande maioria dos infortúnios que acontecem neste longo trecho de litoral, ocorre pelo despreparo dos comandantes e suas embarcações. Com uma única praia de 340 milhas de extensão, desde o Chuí até Torres, a costa do Rio Grande do Sul não tem enseadas nem cabos, nem rios que se possa entrar. Não existem abrigos. Apenas areia com algumas dunas. Não tem rochas, nem matas, nem nada. É uma praia deserta, castigada por fortes ventos na maior parte do ano, onde o mar é grosso com forte arrebentação . Os balneários existentes não oferecem qualquer tipo de abrigo. Os poucos rios que desaguam no mar, como o Tramandaí e o Mampituba, não oferecem condições para um veleiro arribar (abrigar-se), isto devido a pouca profundidade existente em suas barras onde se formam grandes ondas. A corrente marítima (norte-sul) é notável na costa gaúcha. Os ventos, como já foi dito são fortes na região, predominando o nordeste e o sudeste, e podem alternar-se em pouco tempo em função das frentes que vêm do pólo. É comum o vento e as ondas estarem em direções diferentes.

2 comentários:

  1. Pode crer... Pude conferir o que o Fernando fala. Depois que saímos do CCS, fui até PoA na tripulação do Allegria, um Delta 36 de um amigo. Nosso destino foi Balneário Camboriú. Depois de muita tranquilidade (e motor, infelizmente) pela Lagoa dos Patos até Rio Grande fomos subindo e apesar das previsões favoráveis pegamos uma bela frente entre Mostardas e Tramandaí. Mas como era a favor, menos mal. Naquela madrugada fria o Wind chegou a marcar 47,1 nós de máxima na rajada e o speed 16,7 nós na surfada. Alucinante! Para nós tudo bem que subimos com a frente. Tive pena do coitado do veleiro argentino que cruzamos na tarde anterior tentando ir pra Rio Grande...

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  2. É isto Comandante Andreas,
    A Janela de tempo bom tem que ser de no minimo 72 horas considerando-se uma velocidade de 05 nós.
    Se o nordestão ou o "suduca" entrar forte, um veleiro (subindo ou descendo a costa), terá que voltar para Rio Grande/RS. ou Imbituba/SC., muitas vezes uma ré de centenas de milhas. Ou seja, em caso de intempérie, a tripulação deverá saber suportar o que vier. Uma vez no mar, ou vai ou volta, porque não tem onde parar pelo caminho. O trecho sem abrigo entre a Barra de Rio Grande e o porto de Imbituba representa 50 horas de navegação contínua a 6 nós.
    Abraços
    Fernando.

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