segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Feliz Natal e Um Maravilhoso 2009

Nossa família deseja a sua ....Um Natal e Ano Novo de reflexão, aceitação, tolerância, pensamentos positivos, enfim, que seja o momento oportuno de colocar a nossa casa (nosso eu) em ordem, rever conceitos, mudanças de hábitos e atitudes, adequação ao novo momento e preparação para o Ano Novo, que firmemos cada vez mais os pés no chão para suportarmos toda e qualquer eventualidade.

Com carinho e amizade da família MACIEL

Marta Rech Maciel

domingo, 7 de dezembro de 2008

Atol das Rocas, Simplesmente Mágico - I

03/10/08 - Sexta-Feira, 17:00h... Chegou a hora de partir, estamos curtindo o lado bom de ficar ilhado a uma semana. Fundeamos na baía de Santo Antônio em Fernando de Noronha, no domingo passado. É a sétima vez que visitamos o paraíso, e como não poderia deixar de ser, o pecado rolou solto... Afinal, paraíso combina com pecado, então... Acho que cometemos quase todos.

Terminado o happy hour a bordo, levantamos âncora, proa no Atol das Rocas distante 81MN de Noronha, RM292°. Emílio Russel, comandante do Voyager nos disse que ia tentar fazer uma parada no Atol das Rocas, pois dependeria da autorização da chefe do parque para fundeio e desembarque. Chegar ao atol junto com os primeiros raios do sol, assim programamos.

Passava das dez da noite quando deixamos a Ponta da Sapata por BB, saímos do abrigo de sotavento proporcionado pelo relevo da ilha para encarar um mar muito batido. Na verdade, nós já sabíamos o que nos aguardava, no dia anterior a meteorologia já deixava claro que a navegada não seria das mais confortáveis. Infelizmente, não podíamos aguardar uma melhora nas condições do mar, nosso vôo para Porto Alegre já estava marcado.

A expectativa de desembarque no atol me excitava, já falei no meu fascínio por ilhas... A possibilidade de conhecer um lugar único e de difícil acesso mexia comigo, no atol só se chega por mar e o desembarque só acontece se o mar e o Ibama deixarem, poder estar naquele lugar, contemplar suas belezas, poder fotografar para depois compartilhar a experiência com os amigos, tudo gerava em mim um misto de ansiedade e euforia.

A noite foi difícil, de tempo em tempo o convés do Voyager em seus 60 pés era lavado de proa à popa. Na madrugada, em um dos turnos que eu estava no leme, Mestre Djalma me diz: - "Gaúcho, estas ondas do buraco até o topete tem uns 4 metros".

Amanheceu, eu quase não dormi... O mar batido, os turnos e a ansiedade me tiraram o sono. Marta dormiu ou tentou dormir no salão, estou muito orgulhoso de minha "almiranta", navegar 500MN em um mar que não estava para brincadeira, cozinhando, lavando louça e organizando o barco, com certeza são tarefas para velejadores safos, conheci poucos que as cumprem sem desmoronar na inclemência do enjôo, mareados.

Em pé junto ao leme, consigo ver na linha do horizonte o que parece ser a torre do farol. Vida longa ao GPS! - Ilha na proa!...Grito. No mesmo instante, a pequena tripulação do Voyager se agita. Procuro pelo convés uma melhor posição para avistar o destino de nossa viagem. Para mim é um momento muito especial, o primeiro contato visual com a ilha há muito sonhada. Lentamente, os poucos contornos do atol vão se mostrando... Uma quase imperceptível ilha branca entre a imensidão azul do oceano aberto e o céu. Ver a terra surgir na água é uma das maiores emoções das longas velejadas. Depois do impacto da primeira impressão, embaçada pela distância, a paisagem vai tomando contornos nítidos, aos poucos, no ritmo ditado pelo vento. A imagem do lugar sonhado, criada previamente no inconsciente, funde-se lentamente com o cenário real que cresce diante dos olhos. É como um encontro entre sonho e realidade.

Emílio e Nico atentos ao VHF... Ouviram uma conversa entre a base do IBAMA na ilha e um outro veleiro. Notei pelo olhar e a expressão de ambos que aquilo não era bom sinal. Nico agora no leme, pede: "Fernando, da uma olhada e vê se consegue encontrar o outro veleiro". Saio apressado pelo convés cambaleante, mais uma vez em busca da melhor posição para agora avistar o outro veleiro. Uma breve vasculhada no horizonte à proa, e lá estava o mastro, denunciando a presença e a posição do barco que a pouco ouvíramos se comunicando com o atol via VHF. Ares de preocupação e desânimo tomam conta dos rostos de Emílio e Nico. A preocupação fazia sentido, pois se com um barco já era tarefa difícil obter autorização para visita ao atol, com dois a tarefa tornava-se especialmente "delicada".

Mestre Djalma assiste a tudo impassível, calmo; de fala mansa; e por vezes se expressando num tom quase inaudível... Sugere: "Emílio, pega o rádio e chama logo a Zélia, se for pra desembarca nós vamo se não... Toca pra Natal logo".

E assim foi, Emílio respira fundo; pega o rádio; chama o atol e em seguida se identifica; alguns segundos se passam e uma voz feminina invade o ar, era a Zélinha dando as boas vindas ao Voyager e sua tripulação. Era a senha... Como num passe de mágica; agora Emílio e Nico estavam sorrindo e relaxados. Eles sabiam que mesmo conhecendo Zélinha há muitos anos, e com toda a papelada em dia, nós só iríamos desembarcar no atol se a "xerifa" desse permissão. Ela é, literalmente a dona do pedaço. Não é brincadeira!... Não é, não. Bater de frente com a Zélinha, é por tudo a perder... A ida a Noronha e as mais de dez horas navegando em um mar bem batido.

Zélinha colocou seu inflável de cor laranja no mar, e na companhia de outro pesquisador o "Magrão" veio ao encontro do Voyager. Ela é uma espécie de guardiã da reserva. Funcionária de carreira do IBAMA, bióloga apaixonada pelo Projeto Atol das Rocas, Maurizélia de Brito Silva (não a chame nunca pelo nome de batismo, ela não gosta) é desses profissionais que aparecem muito raramente, principalmente quando se trata de ecologia, meio ambiente e órgãos federais. Apesar de sua aparente fragilidade - ela mede pouco mais de 1,60 metro e deve pesar uns 45 kilos -, Zélinha é dona de uma força interior impressionante. Zélinha vive para o atol, e o atol sobrevive por causa dela. Entender-se bem com a Zélinha é a garantia de uma estada segura e agradável.

Zélinha e Magrão encostaram o bote laranja no Voyager, e depois de feitas as devidas apresentações, Emílio com sua simpatia e conhecendo Zélinha a anos, felizmente quebrou a formalidade e o gelo. Nico, Emílio e Zélinha agora falam ao mesmo tempo... Tentam colocar os assuntos em dia, matar as saudades e curiosidades. Foram trinta minutos, talvez mais, talvez menos, de sala, salamaleques, rapapés e bajulações. E eu ali, vendo a praia pertinho, louco para estar lá.

Então, Zélinha resolve ficar a bordo do Voyager para continuar o "conversê", mas antes incumbe Magrão de nos acompanhar em um "Atoltur porreta". Enquanto nos preparávamos para o desembarque, sim, ali tem que haver uma preparação no mínimo cautelosa. Equipamentos fotográficos e eletrônicos devem ser ensacados, é recomendável que a roupa do corpo seja de banho porque o banho é cortesia de Rocas...Emílio pergunta: "Zélinha o que é que vocês estão precisando?" Para minha surpresa, a resposta de Zélinha foi imediata: "Coca-Cola". No mesmo instante, Emílio pega uma caixa plástica, abre um paiol logo abaixo de nossos pés e começa a tirar vários litros daquele líquido agora tão precioso. Em seguida, carregando a caixa plástica vai até os freezers e também visita as geladeiras, (o Voyager esta equipado com 03 geladeiras e 02 freezers), no final a caixa esta abarrotada de mantimentos diversos para a equipe do atol. A tripulação do Voyager, além dos mantimentos doou também para a equipe do atol um galão de combustível.

Tudo e todos acomodados no bote laranja... Magrão acelera em direção a pequena passagem existente no anel de recifes, passagem que é vencida com cuidado e conduz na maré alta há uma enorme laguna de águas cristalinas. Por alguns segundos, ficamos hipnotizados com a cor do mar simplesmente fantástica. Encalhamos o bote laranja na praia, e meio molhados, finalmente pisamos nas areias do Atol das Rocas. E aí a primeira surpresa, Magrão com ar de sabichão explica que as areias de Rocas, não são areias. De um branco característico, as "areias" do Atol das Rocas são classificadas como falsas, pois derivam apenas do calcário moído de incontáveis fragmentos de conchas, ossos de aves, de peixes e de detritos vegetais (esqueletos de seres chamados vermetos), que ocuparam as rochas vulcânicas, estabilizando a faixa de recifes emersa, geralmente na forma de um círculo ou semicírculo, com uma laguna no meio. Em rocas, as areias acumularam-se em duas faixas, em forma de anel aberto, compondo a Ilha do Farol e a Ilha do Cemitério. Magrão completa dizendo que: Na maré alta, apenas as duas ilhas ficam emersas. Já na maré baixa surgem na área interior do atol várias piscinas naturais, de tamanhos e profundidades variadas, que funcionam como berçários para diversas espécies marinhas.

Caminhamos pela paradisíaca praia em direção a uma casinha de madeira, abrigo das equipes de quatro pessoas que se revezam na tarefa de cuidar de um dos principais refúgios da vida marinha no Atlântico. Magrão nos apresenta a mais dois colegas da equipe, Gisele e Marcelo, recebemos dos três uma montanha de informações sobre o Atol das Rocas; curiosidades, histórias, lendas, fauna, flora, geologia, meteorologia, projetos e pesquisas. Estas informações, achei melhor dividir em 03 partes e publicar separadamente... Vocês vão encontrar tudo nas postagens a seguir.

Continuamos nossa caminhada por esta pequena ilha da fantasia, aqui estão os poucos sinais da presença humana no local, as ruínas de um farol para onde nos dirigimos agora, seis coqueiros repletos de Atobás e a pequena casinha, símbolo da frágil presença humana neste ponto isolado do oceano. O cenário é deslumbrante, montado com cuidado rigoroso nos detalhes, composto por ninhais, animais únicos, uma praia com coqueiros, uma laguna verde esmeralda, tudo dominado pelo mar cristalino e soberano. Marta e eu, fizemos dezenas de fotografias. Tentamos registrar tudo, difícil é registrar as sensações que nos invadem aqui. Entre nossas fotos de Rocas, muitas imagens tentam transmitir estas emoções, mas só chegando até aqui para senti-las verdadeiramente.

Em Rocas, sentimos uma energia surpreendente, talvez resultante de um mundo pouco explorado pelo homem. Pequena ilha Brasileira de natureza real e quase intacta, fantástico mundo azul, fantástico "Planeta Água".

"Nos sentimos náufragos voluntários, mas ao mesmo tempo, estávamos profundamente felizes por estar no atol".

Fontes:

Instituto Aqualung, Equipe da Reserva Biológica do Atol das Rocas, Ibama - RN., National Geographic Brasil - Sites: Luciano Candisani, História do Mar e Wikipédia.

Leitura sugerida:

  • Brasil Aventura - Ilhas / Ana Augusta Rocha e Roberto Linsker
  • Atol das Rocas / Luciano Candisani
  • Na terra No céu No mar / Luciano Huck e Rodrigo Cebrian

sábado, 6 de dezembro de 2008

Rocas, o Único Atol do Atlântico Sul - II

Os atóis, são ilhas formadas pelo crescimento de recifes ao redor do cume de vulcões submersos, se concentram principalmente nos oceanos Pacífico e Índico. O Atol das Rocas é o único existente no Atlântico Sul, onde representa um importante e maravilhoso refúgio ecológico, protegido e isolado em alto mar, considerado pela UNESCO como patrimônio natural da humanidade. É um lugar de difícil acesso para os homens e um dos poucos recantos do planeta ainda regidos apenas pelas leis da natureza.

Atol significa uma formação de recifes de coral em forma de anel, enquanto rocas, termo proveniente do espanhol, quer dizer rochas ou pedras. Como o próprio nome já diz, o Atol das Rocas não é uma ilha comum. Ele é resultado da luta e resistência constantes de minúsculas algas calcárias, corais e moluscos que formam e habitam o anel de recifes existentes sobre o topo de uma montanha submarina de origem vulcânica. Rocas, é o cume desta imensa montanha, cuja base se perde nas profundezas do Atlântico Sul.

O Atol das Rocas, localizado em mar territorial brasileiro, 03°51,500' S (Sul) 33°49,067' W (Oeste), esta distante 145 MN (milhas náuticas) à ENE (Leste/Nordeste) da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte e distante 81 MN à W do Arquipélago de Fernando de Noronha. Rocas, esta entre um dos menores atóis do planeta, composto por duas ilhas que pertencem ao Estado do Rio Grande do Norte, sua área compreende 360 km² incluindo o atol e as águas que o circundam, tudo área da Rebio (Reserva Biológica do Atol das Rocas, que é uma área delimitada para abrigar espécies vegetais e animais cujo valor científico e educativo restringe o acesso apenas a atividades de pesquisa e fiscalização). Rocas é a primeira Reserva Biológica Marinha do Brasil, criada em 05 de Junho de 1979, pelo Decreto Lei n° 83.549. As ilhas que compõem o atol se chamam Ilha do Farol e Ilha do Cemitério; a dimensão da Ilha do Farol é de 34.637 m², possuindo cerca de 1 Km de comprimento por 400 metros de largura. A Ilha do Cemitério por sua vez, possui 31.513 m², medindo aproximadamente 600 metros de comprimento por 150 de largura. As duas ilhas tem cerca de 03 metros de altura acima da preamar (nível máximo de uma maré cheia), sendo avistadas a aproximadamente 10 MN, dependendo da direção de aproximação do Atol das Rocas.

As correntes predominantes em Rocas são do rumo Equatorial Sul, com velocidade variando de 1 a 2 nós de velocidade. Seus maiores volumes e velocidades são observados em Abril e Junho. Nos meses de Maio e Setembro as correntes são incertas e de Setembro à Março podem se tornar fracas e às vezes insignificantes. A temperatura da água em profundidades superiores a 2 metros varia de 27 a 28,5 °C. A visibilidade varia de 25 a 40 metros. O clima é equatorial, com ventos alísios vindo do Sudeste e temperatura média de 26°C, sendo Agosto o mês mais quente, Outubro o mais seco e a época de chuvas de Março a Julho. De acordo com os dados da Marinha do Brasil, o período de chuvas do Atol das Rocas é semelhante ao de Fernando de Noronha, chegando a 250 mm no mês de abril e 6 mm no mês de Outubro.

Com a forma de uma elipse quase circular, esse antigo topo de vulcão funciona hoje como um enorme berçário para diversas espécies. Todos os anos, milhares de aves e centenas de Tartarugas-verdes retornam à Rocas para desovar. O local também é área de abrigo e alimentação da Tartaruga-de-pente. Ao lado do Arquipélago de Fernando de Noronha, o Atol das Rocas é considerado uma das áreas mais importantes para a reprodução de aves marinhas tropicais do País, abrigando pelo menos 150 mil aves, de quase 30 espécies diferentes. Atualmente, no pequeno território, vivem, o ano todo, cinco espécies de aves residentes: duas de Atobás, uma de Trinta-réis ou Andorinha do mar e duas de Viuvinhas, os Atobás de patas vermelhas e Fragatas vem de Fernando de Noronha para pescar. Além delas, 25 espécies migratórias fazem de Rocas um porto permanente. Passam por ali espécies originárias da Venezuela, da África e até Maçaricos provenientes da Sibéria. Até o momento, nenhuma espécie potencialmente predadora foi catalogada no Atol das Rocas, embora, ratos, baratas, escorpiões e outras pragas se proliferem por lá. Herança dos vários naufrágios ocorridos na área.

O atol é também o paraíso de muitas espécies aquáticas. Por se tratar de uma montanha isolada, em meio a mares profundos e afastados da costa, ele é ideal para peixes de todos os tamanhos, moluscos, algas, crustáceos e tartarugas. Quase cem espécies de algas, 44 de moluscos, 34 de esponjas, 7 de corais e duas de tartarugas já foram ali identificadas. Entre as 24 espécies de crustáceos, destacam-se o Caranguejo-terrestre e o Aratu (foto abaixo), que somente habitam ilhas oceânicas.

Em Rocas, foram ainda catalogadas quase 150 espécies de peixes diferentes, entre Sargos, Garoupas e Xaréus. Mas apenas duas dessas espécies, Gudião ou Budião e a Donzela são exclusivas da região, que abrange o Atol das Rocas e o Arquipélago de Fernando de Noronha, o Tubarão-limão, uma espécie rara em Rocas tem motivado estudos de vários cientistas brasileiros e estrangeiros, a espécie passa o início da vida em cardumes, na laguna e nas piscinas do atol.

Fontes:

Instituto Aqualung, Equipe da Reserva Biológica do Atol das Rocas, Ibama - RN.

National Geographic Brasil

Sites: Luciano Candisani, História do Mar e Wikipédia.

Leitura Sugerida:

  • Brasil Aventura - Ilhas / Ana Augusta Rocha e Roberto Linsker
  • Atol das Rocas /LucianoCandisani
  • Na terra No céu No mar / Luciano Huck e Rodrigo Cebrian
  • Peixes Marinhos do Brasil / Marcelo Szpilman

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Histórias do Farol & Faroleiros de Rocas - III

Um pedido de instalação de um farol na ilha principal das Rocas, foi feito desde o ano de 1852 pelos comandantes estrangeiros Lee, Parish, Selwyn e pelos brasileiros Vital de Oliveira e Alves Nogueira, como indispensável para a segurança da navegação naquelas ermas paragens, pois pela baixa altitude das Rocas e na falta de uma luz, os naufrágios ali eram freqüentes, mas não tanto quanto vieram afirmar vários autores.

Só em 1881, o capitão-tenente Honorário J. M. da Conceição Júnior, foi incumbido de ali montar um farol. Auxiliou os trabalhos, o coronel de engenharia João de S. Melo e Alvim, para fazer o estudo do local e a verificação da possibilidade da instalação do aparelho luminoso encomendado à França. Melo e Alvim fez sondagens para exame do recife, sondagens estas que atingiram a seis metros de profundidade na atual ilha do Farol, encontrando sempre muita dificuldade e em alguns furos resistência quase que absoluta. A perfuração era feita com ponta aguda de aço temperado, sobrecarregada com um peso de 115 quilos, havendo ocasiões de só haver penetração de um centímetro por hora, tendo-se partido o aparelho por duas vezes.

Feito o estudo dos recifes, concluiu Melo e Alvim, não ser conveniente a colocação do farol encomendado, em razão de suas grandes proporções e de sua impropriedade naquele local, pois o mesmo - julgava ele - não tinha a base suficiente para resistir à resultante dos fortes e constantes ventos da região. O farol então veio a ser aproveitado para Santo Agostinho, em Pernambuco, e nas Rocas foi instalado provisoriamente uma luz fixa, no tope de um mastro de madeira, com 14 metros de altura, inaugurada no dia primeiro de janeiro de 1883. Mas em 1884 esse mastro veio a ser substituído, devido ao seu péssimo estado de conservação. Quando se decidiu por esta mudança já tinham sido iniciadas algumas obras; ou seja, estavam construídas: uma larga base de alvenaria, com uma altura de 1,1 metros; a casa dos faroleiros por acabar; depósito de água com capacidade para 20 pipas e 4 galpões para guardar materiais. Tudo isto foi feito debaixo de grandes dificuldades, principalmente durante o transporte do material do navio para a ilha. Os homens passaram por muitos riscos de não só perder o que transportavam, mas as próprias vidas.Assim, se ocuparam em 35 dias de trabalho áspero e perigoso. Para a construção das casas dos faroleiros e do farol pediram 600 toneladas de pedra, 200 de areia e 700 barricas de cimento. Este material parece não ter sido todo desembarcado e nem fornecido, por não ter sido construído o farol antes para ali planejado.

No relatório de 1883, o Ministro da Marinha concluiu que nas Rocas se devia levantar uma torre de alvenaria, a qual era a estrutura mais apropriada para aquela localidade. No entanto, só em 1935 foi construído um farol de cimento armado.Em 1887, a bordo do Purús seguiu pessoal e material para concluir as obras das casas dos faroleiros. Em 1890, o almirante francês Mouchez se referia a elas, comentando que tinham dois pavimentos, de paredes cinzentas e teto de telhas vermelhas. E que a casa e o depósito que se encontravam ao lado eram os primeiros objetos que se percebiam por quem navegava ao largo, numa distância de 5 milhas.

Em 1892, foi feita uma encomenda para uma empresa de Paris, de um farol de terceira ordem, tendo este chegado no ano seguinte, ficando depositado em Pernambuco. Em 1906 foi feito outro orçamento para a construção definitiva do foral nas Rocas, porém, em 1908, o Almirante Jaceguai, resolveu montá-lo na ilha Rata, em Fernando de Noronha, e entregou ao Estado de Pernambuco um verba destinada para colocar um poste de luz nas Rocas. Este aparelho foi inaugurado em 8 de dezembro de 1908, consistindo numa armação de ferro, ao noroeste do Atol da Rocas, exibindo luz branca e ficava a 18,5 metros acima do nível do mar. Em 6 de outubro de 1914 foi o farol transformado em automático, sistema AGA.

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Em 1935, ficou resolvida a construção de um farol nas Rocas de cimento armado. Para isso foram empregadas cinco toneladas de vergalhões, 20 metros cúbicos de areia e cerca de 100 sacos de cimento. E no dia 20 de agosto de 1935 foi inaugurado o farol das Rocas. Hoje a torre de alvenaria se encontra em ruínas.Foi desativado em 1969, estando em ruínas juntamente com a casa do faroleiro e a cisterna que acondicionava água potável.

Em 1967, foi inaugurado o farol que permanece em atividade até hoje. É constituído por armação quadrangular metálica, pintada de branco, refletor radar, altura de 14 metros e altitude do foco de 18 metros, com válvula solar e carga de gás acetileno com 12 acumuladores, latitude 03º 51' 42" S e longitude 33º 49' 16" W, alcance luminoso de 13 milhas. Em 1986 o farol foi eletrificado, com a substituição de acumuladores por baterias, instalação de painel solar e troca da lanterna.

Os faroleiros do Atol das Rocas

Até 1914 quando transformaram o farol das Rocas em automático, foram inúmeros os faroleiros que lá trabalharam e isto, desde o dia primeiro de janeiro de 1883. Decerto alguns deles entraram para a história. Mas infelizmente seus dramas estão espalhados em vários documentos. Entretanto se consegue arrolar alguns fatos de relativa importância que envolveram alguns daqueles anônimos faroleiros - de vida modesta , que sob o sol, a chuva, o frio, nada os fazia esmorecer em seu labor de vigília noturna. Quem visitava o farol das Rocas naquela época - isolado no meio do oceano - conseguia avaliar a maneira sofrida de viver de seus heróicos faroleiros e daqueles que os acompanhavam, ou seja, as suas famílias.

E, realmente, Rocas parece ter uma aura de dificuldade ao seu redor. Em 1887, foi ali construída uma casa para um faroleiro e sua família. Conta-se, com voz baixa e consternada, que um certo dia, a pequena filha do casal, sem saber o que fazia, deixou a torneira do reservatório de água potável aberta, até que não houvesse uma gota. Desesperado, o faroleiro teria colocado fogo na casa, na esperança de chamar a atenção de algum navio. O que de fato conseguiu, após muitos dias, quando toda a sua família já havia morrido. Ele estava vivo por ter tomado o sangue de pássaros, mas não resistiu à viagem, morrendo antes de chegar ao continente.

Em 14 de outubro de 1904, o faroleiro Gregório Vitoriano de Castro, faleceu nas Rocas, sendo sepultado na ilha que batizaram de Cemitério. Nas Rocas existe apenas duas ilhas e certamente o batismo dado aquela ilha proveio do fato de que era ali que se enterrava os mortos dos naufrágios. Também nas Rocas viera a falecer, a esposa do faroleiro Antônio Augusto da Câmara; contudo ela não foi sepultada na Ilha do Cemitério e sim, próximo ao único coqueiro existente na Ilha do Farol naquela época.

Encontra-se registrado que o faroleiro João da Silva Saraiva que residiu nas Rocas por cerca de oito anos, veio certa vez, sofrer as agruras da falta d’água, com o seus três filhos que lá nasceram, uma vez que o navio de abastecimento demorou em chegar. Mas João da Silva, procurou todos os meios de obter socorro, entre os quais, o de lançar garrafas contendo no interior, mensagens escritas, explicando o que lhe vinha acontecendo. Porém ao mesmo tempo, tentava conseguir água para beber, fervendo a do mar numa vasilha, da qual fazia de tampa um chapéu, cujo pano se impregnava de vapor d’água que se condensava em pequenas gotas. Consta que as garrafas foram dar à costa e o navio encarregado do abastecimento chegou ainda a tempo de terminar com o sofrimento do faroleiro e de sua família.

Outro que sofreu com a falta de recursos, foi o faroleiro Virgílio Francisco Ramos, isto em abril de 1913. Achava-se ele com a família quando o navio que fazia o serviço de abastecimento, de dois em dois meses, atrasou-se.Mas antes disso, Virgílio e sua família tiveram que lançar mão de peixes e ovos de pássaros, os quais foram os alimentos nos primeiros quinze dias. Contudo, passando este tempo, os seus organismos se ressentiram e iniciou-se para eles um novo período de angustia. Felizmente, um navio inglês, que passando ao largo, foi contactado por Virgílio através de sinais, ao hastear as bandeiras do Código Internacional de Sinais, solicitando socorro. O navio então rumou em direção das Rocas, onde veio fornecer-lhe carne em conserva, arroz e açúcar. O faroleiro entregou ao capitão inglês, uma carta endereçada as autoridades de terra, pedindo imediata providência. Logo o navio da Marinha Benjamim Constant, transportou para as Rocas, os víveres que o faroleiro e sua família tanto necessitavam. A história conta, que esta teria sido a última família a morar ali, e que resolveram voltar para Noronha, quando da automatização do farol. Nascidas e criadas nas Rocas, as duas filhas do faroleiro morreram ao chegar em Noronha. Por terem sido criadas ali, não haviam desenvolvido nenhuma imunidade as doenças.

Um ano depois, precisamente em 6 de outubro de 1914 foi o farol das Rocas transformado em automático, dando término aos labores e sacrifícios impostos aos faroleiros e suas famílias, em um lugar marcado por tão grande isolamento e tragédias marítimas. Atualmente ainda se pode ver as ruínas da antiga casa dos faroleiros.

Fontes:

Instituto Aqualung, Equipe da Reserva Biológica do Atol das Rocas, Ibama - RN.

National Geographic Brasil

Sites: Luciano Candisani, História do Mar e Wikipédia.

Leitura Sugerida:

  • Brasil Aventura - Ilhas / Ana Augusta Rocha e Roberto Linsker
  • Atol das Rocas / Luciano Candisani
  • Na terra No céu No mar / Luciano Huck e Rodrigo Cebrian

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Naufrágios no Atol das Rocas - IV

Por ficar tão pouco acima do nível do mar, o Atol das Rocas é uma grande armadilha para os navegadores, que simplesmente não o vêem. Como Rocas não tem água potável, tampouco vegetação para fazer sombra, não fica difícil imaginar o por que de uma das duas ilhotas chamar-se Cemitério.

Os naufrágios são parte da história do Atol das Rocas. Os primeiros relatos de naufrágios ocorridos nos recifes de Rocas são do começo do século XIX, mas sabe-se que Rocas despedaça navios muito antes disso.

A primeira citação do Atol das Rocas, em carta náutica, foi publicada em 1502 por Alberto Cantino, representado sob a forma de mancha a Oeste da ilha de Quaresma (hoje conhecida como Fernando de Noronha).

A história dos homens no Atol das Rocas é pontuada por lendas, naufrágios, mortes e até fantasmas. Não há registros claros de quem descobriu essas terras perdidas, talvez porque o descobridor tenha também ido ao fundo. Alguns autores atribuem a descoberta a Gonçalo Coelho, em 1503, na mesma expedição em que ele descobriu Fernando de Noronha. O que se sabe, com certeza, é que os navegadores do século XVI já temiam seus recifes rasos.

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Apesar de tal temor generalizado, persistente mesmo depois de iniciada a era dos barcos e navios a motor, a localização precisa e o registro das coordenadas exatas do Atol das Rocas, nas cartas de navegação, só aconteceu neste século, em 1957, o Ano Geofísico Internacional. Durante os séculos XVI, XVII e XVIII, o atol manteve centenas de comandantes de olhos abertos, noite e dia, durante a travessia entre a costa brasileira e o arquipélago de Fernando de Noronha. Mesmo atentos ao menor sinal de espuma, muitos deles foram enganados pelas miragens - de mar agitado com cansaço, de brumas espessas com sono - e acordaram tarde demais, quando os cascos já faziam água.

Além dos problemas com a visibilidade, boa parte dos acidentes é atribuída às correntes marítimas. Os barcos provenientes da costa africana e da Europa, sobretudo veleiros, são empurrados pela corrente Sul Equatorial direto para os recifes, que circundam toda a ilha. A corrente é mais forte no fim de setembro/início de outubro e fim de março/início de abril, quando os ventos alísios de sudeste e noroeste convergem sobre a linha do Equador. A corrente atinge, então, velocidades de até 1,5 a 2 nós. Muitos dos naufrágios aconteceram nestes períodos. Entre 1803 e 1890, a história registrou seis grandes naufrágios de navios. Quatro deles ocorreram em outubro, um em março.

O naufrágio mais famoso desta época foi o do Duncan Dunbar, navio inglês com 117 tripulantes e passageiros a bordo, a maioria emigrantes saídos de Plymouth, Inglaterra, com destino a Sidney, na Austrália. O Duncan Dubar alcançou a corrente equatorial ao desviar das calmarias. Acabou com o leme destruído e um enorme rombo no casco, na noite de 7 de outubro de 1865, ao se chocar contra os recifes do Atol. Homens, mulheres e crianças só abandonaram o navio na manhã seguinte, quando a fúria das ondas já havia destruído também parte do costado. Apinhados nos escaleres, atravessaram milagrosamente ilesos a arrebentação e desembarcaram na areia, onde permaneceram 10 dias. O resgate só aconteceu graças a um gesto heróico do comandante, capitão Swanson, que deixou o Atol num escaler com mais seis de seus marinheiros, para seguir rumo à costa brasileira. Em cinco dias, eles chegaram ao litoral pernambucano e tiveram a sorte de encontrar outro navio inglês, o Oneida. Arriscando afundar por superlotação, o Oneida embarcou todos os náufragos - arruinados, mas vivos - e com eles empreendeu a longa jornada de volta à Inglaterra, sem novos incidentes.

Em 1883, a instalação do primeiro farol reduziu o medo dos navegantes, mas deu asas às lendas de morte, nascidas da solidão dos faroleiros. Uma das línguas de areia ganhou o nome de Ilha do Cemitério, porque ali foram enterrados os faroleiros, seus familiares e os náufragos. A ausência de fontes de água doce colocava a vida dos faroleiros na precária dependência do abastecimento do continente ou na esperança de chuvas para encher as cisternas. Na virada do século, mulher e filhos de um dos faroleiros teriam morrido de sede, porque uma das crianças deixou a torneira da cisterna aberta até secar. O faroleiro, desesperado, tocou fogo na casa, para ver se atraía algum navio, mas o socorro chegou tarde e só ele sobreviveu. Conta ainda a lenda que as almas da mulher e das crianças estariam presas à ilha de sua desgraça e, à noite, assombram os visitantes, pedindo água.

As luzes dos faróis - tanto o tradicional como o automático - diminuíram os naufrágios, mas não os eliminaram. Ainda hoje o recifes traem a atenção dos timoneiros e interrompem bruscamente os sonhos de viagem. Em 26 de junho de 1979, naufragou o Mon Ami, um veleiro de 13 metros e dois mastros. Seus tripulantes, três sul africanos e uma australiana, passaram 21 dias num acampamento improvisado no Atol, dividindo as provisões do seu veleiro e a água da chuva com ratos, camundongos, escorpiões e baratas. Involuntariamente introduzidos pelo homem em Rocas, esses típicos representantes da fauna urbana alimentam-se de plantas rasteiras e restos de comida, abandonados pelos pássaros e visitantes humanos, que, como os seres irracionais, também espalham lixo em torno da própria casa, mesmo sendo esta uma barraca temporária em meio a uma paisagem paradisíaca. O lixo dos navios e dos naufrágios, também chega às praias de Rocas e garante vida farta aos animais especialistas em detritos.

No naufrágio do Mon Ami, a tripulante australiana - Eunice Toussaint - relata o terror de acordar com um camundongo enroscado nos cabelos e a batalha contra os ratos e escorpiões, um dos quais mordeu o sul africano Dorrier Kewon. Às vezes, segundo o diário, também as aves vinham remexer a comida dos náufragos, na esperança de safarem-se da pesca diária. Apesar dos insistentes sinais de socorro pelo rádio, dos salva-vidas jogados ao mar com pedidos de ajuda, dos acenos dirigidos a um avião no oitavo dia, os náufragos do Mon Ami só foram resgatados no dia 16 de julho por uma corveta da Marinha brasileira, após a passagem de mais um avião e da comunicação via rádio com um petroleiro norueguês, visível no horizonte. O petroleiro retransmitiu o pedido de socorro à Marinha, que estava fora do alcance do rádio dos náufragos.

Em 1982, mais um veleiro, o Taurus, de 12 metros, fez água nos recifes do Atol das Rocas, obrigando quatro franceses a uma estadia forçada de uma semana na Ilha do Farol. Eles fizeram uma tenda com a vela do barco e queimaram o resto dos panos e madeira. As fogueiras foram vistas por pilotos da Força Aérea Brasileira, no retorno de Fernando de Noronha, e o resgate dos náufragos ocorreu no dia seguinte, por uma corveta da Marinha.

A partir dos anos 90, os candidatos a Crusoé puderam dispensar as velas e ter abrigo certo em duas casas de madeira pré-fabricadas, instaladas ao lado das ruínas do antigo farol, para as equipes de voluntários, no revezamento de fiscalização do Ibama. A preocupação maior dessas equipes é com a ousadia crescente dos pesqueiros industriais nas águas de pesca proibida, além de eventuais vazamentos de diesel e outros poluentes, às vezes trazidos de alto-mar pelas correntes. A ameaça nuclear parece afastada - pelo menos a intenção absurda de enterrar lixo atômico ali, cogitada por autoridades governamentais em 1982 - mas nunca há uma garantia total, com a manutenção das usinas nucleares de Angra dos Reis e a produção de um lixo ainda sem destino. Como se vê, apesar dos fantasmas e do terror, que se tornou sinônimo do Atol para tantos navegadores do passado, o que realmente ainda assombra suas praias é o comportamento do bicho-homem.

Registros de Naufrágios no Atol das Rocas

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1805 - Quase se perdeu em Rocas toda uma esquadra inglesa que se dirigia para a Índia. Bateram nos recifes e naufragaram o "BRITÂNIA" e o transporte "KING GEORGE".

1855 - "COUNTESS OF ZETLAND", barca inglesa que carregava algodão em Maceió-AL e açúcar em Recife-PE.

1856 - O "TRUE TRISTON", sob o comando do Capitão REYNELL experimentou um desembarque nas Rocas para averiguar sinais que pareciam e que de fato eram de sobreviventes de um naufrágio.

1860 - Galera francesa "ÏMPERATRICE DU BRÉSIL", que fazia a linha Havre - Rio de Janeiro.

1865 - A galera a vapor "DUNCAN DUNBAR", viajando de Londres para Sidney, arrebentou seu casco na parte noroeste da borda recifal. O Capitão Swanson navegou numa lancha durante oito dias até o porto do Recife com alguns marinheiros. 117 pessoas e a guarnição conseguiram se abrigar milagrosamente na Ilha do Farol. O paquete "ONEIDA" que ia para Europa, recuperou de passagem os náufragos das Rocas.

1870 - A embarcação "MERCURIUS" bateu no anel recifal e se desconjuntou. Dos 22 homens, apenas 06 sobreviveram. Foram salvos pelo Capitão Cuthbertson, da embarcação "SILVER CRAIG", após 51 dias de desespero.

1871 - O Capitão de Fragata Alves Nogueira viu ainda restos de abrigo dos náufragos do "MERCURIUS". Contou os testemunhos de dezoito naufrágios nos baixios de Rocas. 1880 - O Comandante Antônio Coelho Ribeiro Roma, do cruzador "MEDUSA", relatou que o número de barcos sinistrados não parecera menos de dezenove.

1882 - O Coronel de Engenheiros João de Sousa Melo e Alvim apresentou um relatório ao Ministério da Marinha informando que: "só daqueles navios de que existem as peças principais ou as mais resistentes a ação das intempéries, contei com o Capitão-Tenente José Maria da Conceição Júnior, dezoito naufrágios".

1890 - JOQUERINA.

1979 - O Veleiro "MON AMI" de 42 pés bateu nos recifes, seus 04 tripulantes passaram 21 dias em um acampanhento improvisado no Atol das Rocas.

1982 - Barco pesqueiro PRODUMAR II, com 12 tripulantes.

1982 - O Veleiro "TAURUS" de 39 pés naufragou nos recifes, 04 franceses ficaram uma semana na ilha do Farol. Eles montaram uma tenda com a vela mestra do barco.

Fontes:

Instituto Aqualung, Equipe da Reserva Biológica do Atol das Rocas, Ibama - RN.

National Geographic Brasil

Sites: Luciano Candisani, História do Mar e Wikipédia.

Leitura Sugerida:

  • Brasil Aventura - Ilhas / Ana Augusta Rocha e Roberto Linsker
  • Atol das Rocas / Luciano Candisani
  • Na terra No céu No mar / Luciano Huck e Rodrigo Cebrian