segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Fora de ritmo e de forma

No final de semana que passou, dias 18 e 19 de Outubro de 2008. Fui convidado pelo grande amigo Ladislau Szabo, para correr uma regata. O XVIII Troféu Cayru de Vela de Oceano, organizado pelo Clube dos Jangadeiros de Porto Alegre - RS. O Barco, era o Kamikaze do comandante Hilton Piccolo, um Skipper 30 novo e rápido. Já no sábado, constatei sem muito esforço que estou fora de ritmo e fora de forma. Tive que me contentar em ficar na borda, olhava "abestalhado" aquelas máquinas de velejar trabalhando. Hilton, Ladislau, Fitti, Loco e Macabeça sabem o que fazer... Caça! Orça!... Sobe mais um, olha a rajada... Solta um pouquinho a genoa,... Repica a testa do grande,... Olha a bóia! Balão!...Balão! Solta um pouquinho o burro do grande...Jaibe! Jaibe no balão, Caça o barla. Putz! Após chuva, frio e uma regata longa com duração de 07:30h o Kamikaze foi o fita azul, mas o comandante ao invés de comemorar junto com a tripulação, profetizou: "-no tempo corrigido não seremos o 1°". Coisas da ORC que já conhecemos bem ... Mas a regra é clara ... "Ou não". No sábado a noite cheguei em casa "desmolido". Depois que vendemos o saudoso "Mutley", nosso vermelho e reluzente Skipper 21, eu não havia mais participado de regatas. Troquei as regatas por um longo cruzeiro, comecei a subir a costa com o Planeta Água, participei também de duas REFENO que estão mais para cruzeiros do que para regatas.
Enfim, existem muitas diferenças entre o velejador regateiro e o velejador cruzeirista. A maior delas esta no abdómen que no caso dos cruzeiristas e de "tanquinho" de guerra. No domingo, mais duas regatas curtas barla-sota ... Me senti um pouco mais a vontade, mas ainda muito longe do ritmo e da forma dos tempos do "Mutley". O bom e belo Kamikaze, ficou com a 6ª colocação ... Mas a regra é clara ... "Ou não".
Como consolo e recompensa para os tripulas, bastaram algumas Polares bem geladas.
Fernando Maciel

Um comentário:

  1. Satisfação em ver o amigo, ao menos no Blog. Infelizmente no Troféu Cairy não pude participar e por isto não falamos na festa. Ao velejar, ainda que em barco de cruzeiro, mexemos músculos que estão adormecidos, não usados no dia a dia. No dia seguinte nos lembramos de todos eles. Ainda mais quando já se entrou na idade do condor (com dor aqui, com dor alí).
    Abraços e bons ventos

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