terça-feira, 21 de outubro de 2008

Onde andam os Planetas ?

-Onde anda o Planeta ?
Pergunta muito frequente, que nos fazem por e-mail, telefone e pessoalmente.
Para aqueles que nos acompanham e ainda não sabem do paradeiro dos três Planetas ... Aqui vai a resposta:
  • Planeta Água I
  • Micro 19
Hoje esta em Maceió, a última notícia que temos chegou através do Comandante Ademir de Miranda "Gigante" - Veleiro Entre Pólos. Em sua passagem por Maceió em setembro/2007, encontrou nosso primeiro veleiro naquela cidade, bem cuidado e com o mesmo nome.
  • Planeta Água II
  • Delta 26


O Planeta Aguá mais conhecido, hoje esta em Vitória - ES. Depois de navegarmos de Porto Alegre até a capital capixaba, o nosso valente companheiro, despertou uma paixão arrebatadora em um sócio do Iate Clube do Espírito Santo. O Comandante Mário Keppen, não deixou o Planeta partir de Vitória. Nossa maior satisfação, é saber o quanto este veleiro é bem cuidado pelo seu novo comandante. Rebatizado de Sirius III, o Deltinha que navegou 3.000MN sob nosso comando, continua a todo pano. Bons ventos ao comandante Mário e ao Sirius III.
  • Planeta Água III
  • Delta 32
Nosso novo companheiro, esta em Angra dos Reis na Marina Porto Bracuhy. Depois de sairmos de Ilhabela, resolvemos passar um tempo na baía da Ilha Grande. O Ex NewPort, é um belo e confortável veleiro, rápido e seguro, é o novo cúmplice de nossas "andanças".

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Fora de ritmo e de forma

No final de semana que passou, dias 18 e 19 de Outubro de 2008. Fui convidado pelo grande amigo Ladislau Szabo, para correr uma regata. O XVIII Troféu Cayru de Vela de Oceano, organizado pelo Clube dos Jangadeiros de Porto Alegre - RS. O Barco, era o Kamikaze do comandante Hilton Piccolo, um Skipper 30 novo e rápido. Já no sábado, constatei sem muito esforço que estou fora de ritmo e fora de forma. Tive que me contentar em ficar na borda, olhava "abestalhado" aquelas máquinas de velejar trabalhando. Hilton, Ladislau, Fitti, Loco e Macabeça sabem o que fazer... Caça! Orça!... Sobe mais um, olha a rajada... Solta um pouquinho a genoa,... Repica a testa do grande,... Olha a bóia! Balão!...Balão! Solta um pouquinho o burro do grande...Jaibe! Jaibe no balão, Caça o barla. Putz! Após chuva, frio e uma regata longa com duração de 07:30h o Kamikaze foi o fita azul, mas o comandante ao invés de comemorar junto com a tripulação, profetizou: "-no tempo corrigido não seremos o 1°". Coisas da ORC que já conhecemos bem ... Mas a regra é clara ... "Ou não". No sábado a noite cheguei em casa "desmolido". Depois que vendemos o saudoso "Mutley", nosso vermelho e reluzente Skipper 21, eu não havia mais participado de regatas. Troquei as regatas por um longo cruzeiro, comecei a subir a costa com o Planeta Água, participei também de duas REFENO que estão mais para cruzeiros do que para regatas.
Enfim, existem muitas diferenças entre o velejador regateiro e o velejador cruzeirista. A maior delas esta no abdómen que no caso dos cruzeiristas e de "tanquinho" de guerra. No domingo, mais duas regatas curtas barla-sota ... Me senti um pouco mais a vontade, mas ainda muito longe do ritmo e da forma dos tempos do "Mutley". O bom e belo Kamikaze, ficou com a 6ª colocação ... Mas a regra é clara ... "Ou não".
Como consolo e recompensa para os tripulas, bastaram algumas Polares bem geladas.
Fernando Maciel

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Fantástico vídeo... Tempestade na Bretanha - Costa Francesa.

Neste incrível vídeo, nós homens do mar... Mais uma vez comprovamos a força e o humor do meio em que nos lançamos quase diariamente. O mar aqui, em uma demonstração de força descomunal parece que nos manda um aviso... Devemos então, refletir sobre nossa pequenez diante do oceano e com humildade respeitar seus domínios. "Fernando Maciel"

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O vento de Porão...Crédo!!

Nossa participação esta ano na XXª REFENO, foi muito diferente das demais, como anteriormente já havíamos comentado. Estamos fazendo parte da tripulação do catamarã Voyager de 60 pés (foto). É nossa sétima visita a Noronha, cinco delas participando da regata...Sempre velejando... Este ano foi realmente diferente. Logo após a partida constatamos que o piloto automático não funcionava. No governo da embarcação, nosso comandante Emílio Russel reclama que o Voyager leva muito tempo para responder ao comando do Leme.
Emílio é um comandante muito experiente. Para vocês terem uma idéia ele é o único velejador que participou de todas as edições da REFENO, ou seja, 20 vezes. Ele diz que foram 44 travessias do Recife a Fernando de Noronha, num total de 13.000 MN. Só neste trecho. Cinquentão com ar bonachão, Emílio é o tipo de sujeito que faz amigos facilmente.
Voltando ao leme... Após o comandante reclamar da demora de resposta da embarcação aos movimentos do leme, Nico, o 1° na hierarquia a bordo logo após o comandante, confessa:
-Emílio, nós tiramos o barco da água e mandamos reduzir os lemes..
Lembro do olhar do Emílio para mim, tipo a perguntar sem nada dizer (o que esses caras fizeram??). No mesmo instante, Emílio acionou os dois motores do Voyager, argumentou queseria complicado velejarmos até a distante ilha sem piloto, e que o barco não estava arribando nem orçando a contento. Apartir dali usaria os motores de BE e BB para ajudar nas manobras.
Mestre Dijalma, o 3° na hierarquia de bordo, checando os motores descobriu um vazamento de óleo no motor de BE, após duas horas de muito trabalho de Nico e Dijalma o problema foi resolvido. Eu, Emílio, Dijalma e Nico... Turnos de duas horas no leme, sempre dois no comando, um no leme e outro no apoio. E o "vento de porão roncando, alto e forte". Digo a vocês, ninguém merece 34 horas com ventão de porão roncando no ouvido. Em determinados momentos, me senti profundamente irritado. Mais tarde, percebi que era o vento de porão, zunindo sem parar no meu ouvido estava me tirando do sério.

Com todos os probleminhas enfrentados, o saldo da "motorada" a Noronha foi positivo. Tivemos a oportunidade de conhecer pessoas que são ícones da vela no nordeste, a exemplo de Maurício Castro, idealizador da REFENO. Maurício nos contou que montou uma tripulação para ver se era possível chegar até Noronha a vela em um 24 pés. Isto em 1900 e Araci de Almeida. A tripulação "pé na cova", como foi batizada pelos amigos de clube, chegou a Noronha após uma semana de mar. Depois disso, Maurício disse que foi juntar mais alguns comandantes "doidos" e estava criada a REFENO. O Próprio Emílio Russel é outro exemplo de pessoa que vale a pena conhecer. Cheio de simpatia e belas histórias, ele nos apresentou a dezenas de velejadores. Enfim, valeu a pena.

Já em Noronha, olhando a lista oficial dos veleiros que chegaram a ilha, vi o Voyager figurando em 3° lugar, mas ao lado um DSQ (desqualificado) por conta do vento de porão. O comandante Emílio, assim que cruzamos a linha, pegou o rádio e corretamente informou a CR que havíamos motorado desde o Recife.

Hoje a tarde, disse ao comandante Emílio que este ano ele esta mais para lancheiro do que para velejador, como resposta, recebi apenas um sorriso amarelo.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O lado bom de ficar ilhado

Chegamos em Noronha às 24:00h de domingo após 34 horas de navegação (nosso recorde pessoal). Eu e Marta estamos de tripulantes do Voyager, um catamarã de 60 pés, uma verdadeira máquina. É nossa sétima visita a Fernando de Noronha e já descobrimos a alguns anos o lado bom de ficar ilhado, Noronha é um lugar único que vale a pena conhecer, interessante é constatar que quem conhece a ilha como aves migratórias, mais cedo ou mais tarde acaba sempre voltando. XX REFENO, este ano não foi diferente... Mais uma vez o catamarã baiano Adrenalina Pura é o fita azul, seguido do trimarã Ave Rara em terceiro cruzou a linha o catamarã Pick Nick. O Voyager chegou em 4° lugar, hoje a noite acontece a festa de entrega de premios no Porto de Santo Antonio. Eu e a almiranta estamos revisitando os pontos preferidos da ilha que são muitos. Na sexta-feira próxima, vamos levantar ferro e seguir para o Atol das Rocas.
Bons ventos com estrelas a barla para todos.